Expetativa do Chefe do Governo foi expressa no debate parlamentar sobre a inflação
O Primeiro-Ministro mostrou-se hoje expectante em como, apesar do “contexto difícil de crises”, a economia Cabo-verdiana “crescerá” no ano de 2022 no intervalo de 12 a 15%.
Esta expetativa do Chefe do Governo foi expressa no debate parlamentar sobre a inflação, a decorrer esta sexta-feira, no Parlamento.
O líder do Executivo lembrou que em contexto “difícil de crises conjugadas” provocadas pelas secas severas, pela pandemia da Covid-19 e pela guerra na Ucrânia, iniciada a 24 de fevereiro de 2022, o seu Governo tomou “diversas medidas” com impacto sobre os salários e as pensões dos trabalhadores e de medidas de proteção social com impacto sobre os rendimentos das famílias mais vulneráveis e pobres.
Citou, de entre outras, o aumento do Salário Mínimo Nacional que passou de 11 mil para 13 mil, e agora 14 mil Escudos; em 2019, a atualização salarial e das pensões em 2,2%, superior à inflação acumulada de 1,8%; para 2023, a atualização salarial e das pensões, fixada entre 1 a 3,5%; regularização dos pendentes com progressões, promoções, reclassificações, beneficiando um grande número de trabalhadores da Administração Pública com um impacto de 3 milhões de contos entre 2016 e 2023; em 2020, aumentou a Pensão Social de 5.000$00 para 6.000$00; e para 2023, mais 3 mil idosos passam a receber Pensão Social, totalizando 25.680 pensionistas.
Agora para 2023, a previsão da inflação é de 3,7%, uma meta que na opinião de UCS “é consistente” com as previsões de desagravamento da inflação a nível mundial.
“Em janeiro deste ano, os preços internacionais de todos os combustíveis, excetuando o gasóleo, estão mais baixos do que em janeiro de 2022”, observou UCS, vincando que as medidas de estabilização dos preços dos produtos energéticos e dos produtos alimentares de primeira necessidade “reduziram a inflação” em 2022, situando-se, assim, nos 7,9%. “Sem as medidas (a inflação) atingiria 11,8%”, advertiu, admitindo que o contexto “é ainda de incertezas”, mas reiterou que o Governo continua atento e a acompanhar a evolução dos mercados internacionais, tomando as medidas adicionais que se mostrarem oportunas para “proteger” os Cabo-verdianos.


