Economia Cabo-verdiana deverá crescer até 5,3% em 2025

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Previsão consta do relatório das previsões macroeconómicas subjacentes à Proposta de Orçamento do Estado para 2025

De acordo com o relatório das previsões macroeconómicas subjacentes à Proposta de Orçamento do Estado, disponibilizado pelo Ministério das Finanças e do Fomento Empresarial, a atividade económica, medida pelo PIB em volume deverá crescer entre 4,8 e 5,3% em 2025, face ao cenário de 2023.

A contribuir para este crescimento, o Governo destaca o setor dos serviços, mais precisamente a dinâmica do turismo e a inversão da tendência negativa do investimento.

“Para o ano de 2025 e, no que toca ao comportamento dos preços, o cenário macroeconómico subjacente indica que o ritmo de crescimento dos preços deve desacelerar, beneficiando da queda dos preços das matérias-primas no mercado internacional, projetando uma inflação de 1,7% em 2025”, indicou.

O défice público deverá situar-se em 1,9% do PIB e o rácio da dívida pública em relação ao PIB deverá manter a tendência decrescente dos últimos três anos, prevendo-se que atinja 105,5% do PIB em 2025, em comparação com 108,9% em 2024.

As contas externas, segundo o Ministério das Finanças melhorarão em 2025 com o apoio da expansão do turismo, a desaceleração das importações, o aumento dos donativos e a diminuição dos pagamentos dos juros da dívida pública.

Na sequência, espera-se um desagravamento na balança comercial de bens e serviços, com o défice na balança corrente a situar-se entre 3,0 e 4,0% do PIB em 2024 e 2025.

O crédito à economia, informou ainda, deverá crescer 5,0% em 2024 e 5,4% em 2025, com destaque para o aumento do crédito ao setor privado.

Segundo o documento, as reservas externas geridas pelo Banco de Cabo Verde deverão garantir pelo menos seis meses de importações programadas e a taxa de câmbio médio USD/CVE deverá situar-se em torno de 103 Escudos em 2024 e 2025.

O relatório realçou que as previsões apontam para um cenário macroeconómico nacional e internacional para 2025 marcado por uma elevada incerteza e volatilidade, intensificado pelos desafios persistentes do pós-pandemia, da guerra na Ucrânia e consequente surto inflacionista e dos impactos da política monetária contracionista.