Adilson Fernandes destacou que os projetos hidroagrícolas previstos para Pedra das Moças, Fajã de Janela e Fajã das Pombas são fundamentais para dinamizar a atividade agrícola e a economia local
O presidente da Câmara Municipal do Paul, Adilson Fernandes, defendeu a mobilização de mais água para a agricultura e a implementação de projetos hidroagrícolas como algumas das principais prioridades para o desenvolvimento do município.
A posição foi apresentada ao Governo durante um encontro com o primeiro-ministro, Francisco Carvalho.
Segundo o edil, os projetos hidroagrícolas previstos para Pedra das Moças, Fajã de Janela e Fajã das Pombas são fundamentais para dinamizar a atividade agrícola e a economia local. Adilson Fernandes apresentou ainda ao Executivo outras prioridades da autarquia nas áreas do turismo, acessibilidades, habitação social, pescas e requalificação urbana.
Na área do urbanismo, o autarca destacou a requalificação da cidade das Pombas, um projeto orçado em cerca de 90 mil contos, e a intervenção prevista para Chã de Manuel dos Santos. Explicou que o projeto da cidade das Pombas já tinha um acordo de financiamento assinado com o anterior Governo e foi agora novamente apresentado ao atual Executivo.
Adilson Fernandes disse ter recebido a indicação de que os projetos que já têm concursos lançados e acordos de financiamento assinados deverão avançar. Entre as prioridades apontadas estão também a melhoria das acessibilidades a localidades como Pedra das Moças, Ribeira do Penedo e Igrejinha, que, segundo o edil, possuem potencial agrícola e turístico.
Na habitação, o presidente da Câmara alertou para um elevado défice habitacional no município, sobretudo em termos qualitativos, defendendo uma intervenção conjunta entre a autarquia e o Governo.
Para o sector das pescas, Adilson Fernandes chamou a atenção para o estado de degradação das infraestruturas de apoio e apontou a construção de um porto de pesca como uma das prioridades do município.
O edil apresentou igualmente um projeto de requalificação e proteção da orla marítima da cidade das Pombas. Adilson Fernandes explicou que a intervenção deverá ir além da construção de uma simples barreira de proteção. “Não se trata da construção de um simples muro”, afirmou, defendendo a criação de uma frente marítima capaz de gerar benefícios ambientais, urbanísticos e económicos para o município.
Segundo o autarca, a dimensão financeira do projeto ultrapassa a capacidade da Câmara Municipal, sendo necessária a mobilização de recursos do Governo e de outros parceiros de desenvolvimento.
Adilson Fernandes garantiu, por outro lado, que a autarquia pretende manter uma relação de diálogo e cooperação com o Governo, colocando a Câmara como “parceiro ativo” na concretização das prioridades identificadas para o município.





