Óscar Santos diz-se desgostado, sublinhando que a abstenção do PAICV é como se tivesse votado contra, já que o maior Partido da Oposição “deitou a toalha ao chão”
O Presidente da Câmara Municipal da Praia diz-se surpreso e triste com o chumbo do Estatuto Especial para a Capital do País.
De acordo com Óscar Santos depois de cerca de 20 anos, confiou que seria desta vez que o estatuto seria aprovado, por isso diz desgostado com a atitude dos parlamentares.
“Desta feita, confiei e creio que comigo uma esmagadora maioria dos Munícipes da Praia também pensou que era, desta vez, que o estatuto seria aprovado, respondendo a uma legítima aspiração da Cidade da Praia. Devo confessar que foi com desgosto e surpresa que acompanhei o debate parlamentar que sempre foi crucial e decisivo para o futuro da Praia, enquanto Cidade Capital”, afirmou.
O Autarca Praiense adianta que a importância da Praia no contexto nacional não está em discussão, mas o peso da capitalidade que a Cidade da Praia carrega, e por isso suporta encargos extraordinários que não são naturalmente suportados pelas outras cidades do País. “É só isso que está em causa! Quem ainda não o tinha percebido, é tempo de o perceber agora”, reitera.
A Cidade da Praia contribui com 45% da riqueza do País, mas recebe do estado menos de 1% do PIB.
Por tudo isso, o Edil adiantou que Praia precisa ainda de subir mais patamares de qualidade, elevando a autoestima dos Cabo-verdianos e “ganhando o apreço de todos os estrangeiros”.
Cidade da Praia, diz, “não é só daqueles que aqui nasceram, de modo nenhum. Praia é daqueles que nela vivem ou trabalham, mas que, também, gostam dela! Para se ser praiense é preciso que gostemos da Praia e é fácil gostar dela”.
Óscar Santos mostra-se triste também por saber que há quem não goste da Cidade da Praia, “porque põe acima da Praia outros cálculos políticos, faz alianças espúrias, contranatura, para ganhar dividendos políticos, lançando isca para as próximas eleições autárquicas”.
As declarações dos Partidos políticos não convenceram o Presidente da Câmara Municipal da Praia, pelo que tudo não passa de “desculpas de meia tigelas” feitas para “enganar os ingénuos”, sublinhando que os Partidos e as pessoas devem ser julgados pelas suas ações.
O Edil agradeceu, no entanto, aos Partidos e a todos os Deputados da Nação “sem distinção” de Partidos ou de “representação regional”, que se posicionaram da forma correta no debate parlamentar, sublinhando também que é tarefa do Estado assumir os encargos decorrentes da capitalidade, pelo que o orçamento do Estado deve assumir esses encargos, como encargos da República.


