O debate político realizado na última noite, sob iniciativa dos órgãos públicos de rádio e televisão, voltou a evidenciar a centralidade do confronto de ideias no atual ciclo eleitoral.
Amplamente repercutido por plataformas como o OPAÍS.cv e outros canais, o encontro permitiu aos eleitores acompanhar, em tempo real, propostas e visões distintas para o País nas eleições que se avizinham a 17 de maio.
A participação dos líderes do MpD, da UCID e do PP sublinhou a importância do debate público como instrumento essencial de escrutínio democrático. Num contexto em que a UCID defende maior equilíbrio parlamentar e o PP procura afirmar o seu espaço político, o confronto direto de ideias contribui para uma escolha mais informada por parte do eleitorado.
Em contraste, a ausência do Presidente do PAICV, Partido com responsabilidades históricas na governação do País, surge como um elemento difícil de ignorar. Para um Partido que aspira novamente à liderança nacional, a não participação num espaço privilegiado de debate público tende a ser interpretada como um afastamento de um princípio basilar da democracia: o diálogo aberto com adversários e cidadãos.
Já a ausência da líder do PTS, justificada, esta manhã, por motivos de saúde, uma circunstância que, sendo de caráter imprevisto, merece compreensão, não devendo ser confundida com opções de natureza política.
Num momento em que Cabo Verde se aproxima de mais um ato eleitoral decisivo, o reforço de uma cultura de debate aberto, plural e participativo revela-se essencial.
A democracia ganha quando os protagonistas políticos se expõem ao contraditório, e perde quando esse compromisso é relativizado.



Mas quem teve a coragem de colocar Francisco como presidente?