À medida que Cabo Verde se aproxima das eleições legislativas de 17 de maio, que irão eleger um novo Parlamento e, consequentemente, um novo Governo da República, impõe-se uma responsabilidade acrescida a todos os intervenientes que é garantir uma campanha à altura da reconhecida maturidade democrática do nosso País.
Num contexto internacional marcado por incertezas e tensões, o debate político interno deve afirmar-se pela elevação, pela apresentação de propostas concretas e pela discussão séria de soluções para o desenvolvimento nacional. Mais do que disputas estéreis ou ataques pessoais, os eleitores Cabo-verdianos esperam clareza, sentido de visão e compromisso com o futuro, exigência que deve ser dirigida, sem exceção, a todos os Partidos e candidatos.
A campanha eleitoral é, por excelência, um espaço de confronto de ideias, não de descredibilização de pessoas ou instituições. É neste momento que as forças políticas devem demonstrar a sua capacidade de governar, através de programas sólidos e respostas concretas para áreas prioritárias como a economia, o emprego, a educação, a energia, a segurança e o desporto, entre outras.
Cabo Verde construiu, ao longo dos anos, uma reputação sólida de estabilidade e de referência democrática. Preservar esse legado implica que todos, Partidos, candidatos e cidadãos, assumam uma postura responsável, assente no respeito mútuo e na valorização de um debate político mais qualificado.
Mais do que ganhar eleições, o verdadeiro desafio é continuar a fortalecer a democracia Cabo-verdiana. E esse caminho começa, desde já, pela forma como se faz campanha.


