Efeito Mundial. Cabo Verde continua a ganhar visibilidade internacional

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A histórica participação de Cabo Verde na recente Copa do Mundo continua a produzir efeitos para além do futebol, com o arquipélago a registar um forte aumento da atenção internacional, incluindo nas pesquisas e reservas turísticas

A campanha dos Tubarões Azuis no Mundial de 2026 colocou Cabo Verde perante uma audiência global e começa agora a traduzir-se num interesse crescente pelo país enquanto destino turístico. Dados divulgados por plataformas internacionais de viagens apontam para um aumento significativo das pesquisas, reservas de voos e alojamentos após a participação histórica da seleção.

Na China, por exemplo, dados do grupo Trip.com indicaram que as pesquisas por Cabo Verde como destino turístico chegaram a aumentar 852% no final de junho, em comparação com o mês anterior. As reservas de voos cresceram 76% em termos homólogos e as reservas de hotéis aumentaram 46%.

A projeção internacional não se limita ao turismo. A campanha da seleção também transformou jogadores como o guarda-redes Vozinha em figuras reconhecidas internacionalmente. A imprensa estrangeira tem destacado o impacto da sua prestação no Mundial e o crescimento extraordinário da sua popularidade.

O fenómeno confirma o potencial do futebol como instrumento de promoção da marca Cabo Verde, sobretudo junto de mercados onde o arquipélago ainda possui reduzida notoriedade turística.

O desafio passa agora por transformar a visibilidade conquistada no Mundial em resultados duradouros para o turismo, investimento e promoção externa do país. O próprio Governo havia criado, antes da competição, uma Comissão Nacional de Promoção de Cabo Verde no Mundial, precisamente com o objetivo de potenciar a visibilidade internacional, atrair investimentos e dinamizar o turismo.

A campanha dos Tubarões Azuis terminou no Mundial 2026 nos 16-avos de final, diante da Argentina, mas o impacto da participação histórica parece prolongar-se muito para além dos relvados.

1 COMENTÁRIO

  1. Em relação ao turismo, considero que seria preferível retirar a cidade da Praia do circuito turístico nacional. Embora os turistas compreendam e tolerem certos contratempos, uma cidade desorganizada, insalubre e marcada pela falta de civismo tanto no trânsito como nos espaços públicos é algo inaceitável para quem nos visita.O Centro Histórico do Plateau e os seus principais atrativos (como o Mercado, a Rua Pedonal, a Praça AC o Miradouro do Ténis etc etc ) encontram-se num estado crítico. Falta de higiene e de segurança, faltam agentes da Polícia Nacional nas ruas e a Polícia Municipal carece de preparação. Os passeios estão sujos e ocupados pela venda ambulante desregulada, o serviço de táxis é fraco e há condutores incivilizados por todo o lado. Para além disso, a presença de pessoas com perturbações mentais a viverem nas ruas degrada a imagem da capital.Nestas condições, a cidade da Praia não oferece as mínimas garantias para receber turistas, muito menos jornalistas internacionais. Os jornalistas internacionais não atuam por militância ou em troca de cargos, ao contrário do que se observa frequentemente nos jornalismo em CV.

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