Efeméride. Há oito anos, morria Helena Lopes da Silva, médica que ajudou a formar vários novos quadros na área da medicina

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Num dia como hoje, morria em Lisboa, uma das mais distintas médicas-cirurgiãs de origem cabo-verdiana. Trata-se de Helena Lopes da Silva, profissional de reconhecido mérito, formadora de várias gerações de médicos e uma figura de intervenção cívica e política

Natural da Praia, Helena Lopes da Silva fez toda a sua carreira profissional em Portugal, ligada à Universidade de Lisboa e ao Hospital de Santa Maria, onde exerceu a medicina e contribuiu para a formação de numerosos profissionais de saúde cabo-verdianos e de outras nacionalidades.

Para além da medicina, destacou-se pela participação na vida pública. Foi a primeira mulher a encabeçar uma lista ao Parlamento Europeu pelo Bloco de Esquerda, assumindo também uma intervenção marcada pelo ativismo e pela defesa de causas sociais e cívicas.

Em Cabo Verde, integrou o Conselho de Estado durante os dois mandatos do Presidente Jorge Carlos Fonseca, contribuindo com a sua experiência e visão para a vida pública nacional.

A sua morte, súbita e sem sofrimento, interrompeu uma trajetória ainda marcada pela intervenção e pelo compromisso com a sociedade. Helena Lopes da Silva partiu em paz, mas deixou um legado que permanece na medicina, na formação de quadros e na participação cívica.

Na cidade da Praia que a viu nascer, o seu nome permanece igualmente inscrito na memória coletiva, através de uma rua que homenageia esta distinta médica e cidadã cabo-verdiana.

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