O debate presidencial de domingo, 18 de outubro, entre os dois candidatos ao segundo turno, transmitido pela TV Bandeirantes, ficou marcado por acusações mútuas, divergências sobre os principais problemas do Brasil e tentativas de conquistar o eleitorado indeciso, a uma semana de nova ida às urnas
A economia, o custo de vida, a corrupção, a segurança pública, a saúde e as relações internacionais estiveram entre os temas centrais do confronto, durante o qual os dois candidatos procuraram evidenciar as fragilidades das propostas e dos percursos políticos do adversário.
Lula da Silva apostou na experiência governativa, na defesa das políticas sociais e na valorização dos resultados económicos dos seus mandatos, ao passo que Flávio Bolsonaro concentrou a sua intervenção nas dificuldades enfrentadas pelas famílias, particularmente no aumento do custo de vida, no endividamento e na insegurança, apresentando-se como alternativa à atual governação.
O debate ficou igualmente marcado por momentos de tensão e acusações envolvendo familiares e figuras próximas dos dois candidatos, relegando, em algumas ocasiões, a discussão aprofundada de propostas para segundo plano.
Na tentativa de conquistar os indecisos, Lula da Silva privilegiou uma mensagem de continuidade e proteção social, enquanto Flávio Bolsonaro procurou mobilizar os eleitores descontentes com a situação económica e a segurança pública.
Apesar das diferenças de abordagem, não existem elementos suficientes para determinar qual dos candidatos conseguiu maior adesão entre os indecisos. O impacto eleitoral do confronto permanece por esclarecer, numa altura em que o Brasil se prepara para regressar às urnas no próximo domingo, 25 de outubro.





