Os três candidatos à liderança do MpD chegam à reta final da campanha com expectativas positivas e confiança na vitória nas eleições de domingo
Em declarações à RCV, todos os candidatos apresentaram as suas propostas para reorganizar o partido, reforçar a ligação às bases e preparar o partido para os próximos desafios eleitorais.
Paulo Veiga: liderança a tempo inteiro e oposição construtiva
Paulo Veiga diz-se confiante na eleição, sustentando que os contactos realizados nas ilhas e na diáspora revelaram um acolhimento favorável às suas propostas. O candidato defende a reativação das estruturas locais e uma maior aproximação do partido aos militantes.
O antigo ministro e líder parlamentar promete, caso seja eleito, uma liderança a tempo inteiro, assente na transparência, dedicação e utilização das novas tecnologias para reforçar o contacto com as bases.
Na oposição, Paulo Veiga propõe um MpD “construtivo e não destrutivo”, disponível para dialogar com o Governo e contribuir para reformas que considere necessárias ao desenvolvimento do país.
O candidato rejeita ainda as críticas ao apoio público de Carlos Veiga à sua candidatura, considerando que o antigo primeiro-ministro e fundador do MpD tem legitimidade para expressar a sua preferência.
Sobre as eleições presidenciais, Paulo Veiga afirma que respeitará a decisão da direção nacional de apoiar Joana Rosa, embora considere que o assunto deveria ter sido deixado para depois das diretas. Admite que a questão possa voltar a ser discutida na convenção nacional.
Luís Filipe Tavares: reorganizar o partido e preparar as próximas vitórias
Luís Filipe Tavares também se mostra confiante na vitória, destacando o que considera ter sido uma campanha serena, participada e marcada pela proximidade aos militantes nas ilhas e na diáspora.
O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa e ex- vice-presidente do MpD aponta como principal prioridade “cuidar do partido”, reorganizando e reestruturando as suas estruturas, tanto em Cabo Verde como na diáspora, e recuperando a ligação entre a direção, as bases e os militantes.
O candidato defende ainda a renovação do partido e a preparação das estruturas para disputar com sucesso as eleições de 2028 e 2031.
Quanto à oposição, Luís Filipe Tavares defende uma postura forte, credível e responsável, capaz de criticar as decisões do Governo, mas também de apresentar propostas concretas e manter abertura ao diálogo sempre que estejam em causa soluções para os principais desafios do país.
Questionado sobre o apoio à candidatura presidencial de Joana Rosa, preferiu não avançar, afirmando que está concentrado, neste momento, nas eleições internas de domingo.
Herménio Fernandes: devolver poder de decisão aos militantes
Herménio Fernandes diz ter uma expectativa positiva e afirma ter encontrado, durante os contactos com militantes, dirigentes, autarcas, jovens e mulheres, confiança na sua proposta de reconstrução do partido.
O candidato apresenta a sua candidatura como parte de um “terceiro ciclo de transformação” do MpD, centrado na democracia interna, união e proximidade às bases.
Entre os seus compromissos está a revisão dos estatutos e a realização de uma convenção estatutária até junho de 2027. Defende, nomeadamente, que os candidatos do partido às eleições autárquicas de 2028 sejam escolhidos diretamente pelos militantes em cada concelho, sem imposição da direção nacional.
Herménio Fernandes propõe ainda um partido menos centralizado e burocrático, com estruturas locais preparadas para exercer oposição e participar na construção das soluções políticas.
O candidato manifesta também apoio à candidatura presidencial de Joana Rosa, em linha com a decisão tomada pela direção nacional do MpD.
Eleições realizam-se este domingo
As eleições diretas para a liderança do MpD realizam-se amanhã, domingo, entre as 9h00 e as 16h00, em todas as regiões políticas.
Além de escolherem o novo presidente do partido, os militantes vão eleger os delegados à Convenção Nacional do MpD, marcada para os dias 25, 26 e 27 de setembro.



