Em “claro desespero”, Francisco Carvalho ataca “frontalmente o coração da democracia”

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MpD sustenta que acusações do candidato do PAICV ao líder democrata “são gravíssimas” e representam uma “clara tentativa de fragilizar” um dos pilares “mais respeitados” da democracia Cabo-verdiana, que é o processo eleitoral

Em nome do MpD, o Secretário Geral do Partido defendeu-se, esta quarta-feira, 20, das críticas do candidato do PAICV à Câmara Municipal da Praia, acusando Francisco Carvalho de continuar a desprezar as regras que sustentam o Estado de Direito e de manter um posicionamento de “constante confronto e guerrilha” contra o Governo, eleito democraticamente.  Um comportamento que tem causado “enormes danos” à Capital do País, “paralisando projetos importantes e criando um clima de instabilidade e desconfiança na Cidade”.

Agora, em “claro desespero”, Francisco Carvalho ataca “frontalmente o coração da democracia”, ajuntou Luís Carlos Silva, para quem a tentativa “desesperada de desviar o foco do seu fracasso”, o candidato do PAICV “lança mão de acusações levianas e irresponsáveis, que não só atacam o MpD, mas também minam a confiança dos Cabo-verdianos nas instituições democráticas do País”.

Face às acusações, o MpD condena-as “veementemente”, tendo, na sequência, solicitou à CNE um posicionamento sobre as declarações do candidato do PAICV.

“Queremos reafirmar a nossa confiança nas nossas instituições. Cabo Verde é um Estado de Direito democrático, respeitado internacionalmente pela solidez das suas instituições e pela qualidade do seu sistema eleitoral. A nossa democracia é uma das melhores de África, e os processos eleitorais Cabo-verdianos têm sido sempre avaliados com pontuação máxima por observadores nacionais e internacionais”, lembrou o SG do MpD, acentuando que no dia 1 de dezembro, as pessoas devem exercer o seu direito de voto “com total tranquilidade, sem medo de intimidações ou ameaças”.

LCS enfatiza que “o que realmente conta é o voto livre nas urnas, e não a má criação, as ameaças ou as tentativas de desacreditar o sistema eleitoral”, considerando que Francisco Carvalho deve, por sua vez, “assumir as responsabilidades das suas ações e respeitar o ambiente de Paz e civismo que carateriza as eleições em Cabo Verde”.

“É lamentável que um candidato escolha desestabilizar o processo eleitoral em vez de prestar as contas do seu mandato e apresentar propostas concretas para resolver os problemas da Praia”, observou o SG do MpD, assegurando que o seu Partido confia “plenamente” no povo que saberá distinguir entre a verdade e o desespero de quem não tem mais argumentos para oferecer.