O 1.º Vice-Presidente da Assembleia Nacional denunciou publicamente, esta quinta-feira, um alegado esquema de financiamento político do PAICV em Portugal com recursos da Câmara Municipal da Praia
Na sua denuncia, Emanuel Barbosa sustenta que mais de 114 mil Euros já terão sido transferidos para o chamado “Gabinete da Câmara Municipal da Praia em Afornelos”. A denúncia foi feita na sua conta pessoal da rede social Facebook, onde o também candidato a Deputado da Nação pelo MpD pno círculo da Europa e Resto do Mundo instou as autoridades competentes a investigarem o caso “até às últimas consequências”.
Segundo Emanuel Barbosa, o Orçamento da Câmara Municipal da Praia contempla, no Mapa X, uma rúbrica denominada “Protocolos com Associações Municipais na Diáspora/Dinamização das delegações e balcões existentes”, com uma dotação anual de 6.000 contos. A esta verba junta-se ainda uma segunda rúbrica, “Intercâmbio com Delegações Municipais Congéneres”, orçada em mais 2.000 contos por ano.

De acordo com os cálculos apresentados pelo dirigente do MpD, o montante total de 8.000 contos anuais corresponde a cerca de 667 contos mensais, equivalente a aproximadamente 6.040 Euros por mês.
Emanuel Barbosa afirma que o referido gabinete funciona oficialmente desde 2 de setembro de 2024 e sustenta que, ao longo de 19 meses, já terão sido transferidos mais de 114 mil Euros.
Na publicação, o parlamentar acusa o PAICV de utilizar “dinheiro dos Praienses” para financiar a sua “máquina política em Portugal”, alegando que militantes do Partido vivem num “autêntico regabofe político” suportado pelos cofres da Autarquia da Capital Cabo-verdiana.
“É esta a transparência? É esta a responsabilidade na gestão da coisa pública?”, questiona Emanuel Barbosa, acrescentando ainda: “É desta forma que Francisco (Carvalho) pretende gerir também o dinheiro de todos os Cabo-verdianos?”
O dirigente do MpD defende que o caso deve ser alvo de investigação por parte das autoridades competentes, tendo em conta a gravidade das alegações tornadas públicas.


