Diplomata que representava o País na reunião decidiu abandonar os trabalhos de forma unilateral, justificando-se com a instabilidade política atualmente vivida na Guiné-Bissau
O II Fórum de Saúde e Segurança no Trabalho da CPLP, realizado na Cidade da Praia, registou ontem um episódio diplomático envolvendo a delegação da Guiné-Bissau. O Embaixador daquele País em Cabo Verde abandonou os trabalhos do encontro de forma unilateral, numa decisão justificada pela instabilidade política vivida no seu País.
O Ministro do Trabalho de São Tomé e Príncipe, Joucerli dos Ramos, explicou que a saída do Embaixador se deveu ao fato de, após a assunção do poder por militares na Guiné-Bissau, este não possuir mandato para participar nas decisões do fórum nem para assinar acordos. “Nós não o convidamos a sair, ele simplesmente e diplomaticamente entendeu que não deveria estar porque não tinha voz nem mandato para assinar os acordos aqui assinados”, declarou.
Manuel Clarote, representante do Secretariado Executivo da CPLP, afirmou que a organização poderá tomar nos próximos dias uma posição sobre a situação de suspeição do Estado de Direito na Guiné-Bissau. “Penso que estaria a ser previsto ter uma concertação a nível político-diplomático, onde a situação será clarificada. Todos nós conhecemos a situação na Guiné e o que podemos desejar é um rápido restabelecimento da ordem constitucional”, acrescentou.
O incidente reflete a delicada situação política na Guiné-Bissau e reforça a necessidade de estabilidade para a participação plena do País em fóruns internacionais da CPLP.


