Enapor apresenta levantamento topo-hidrográfico para expansão do Porto Grande e Porto Novo

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Ministro do Mar considerou que o projeto terá impacto importante na modernização dos portos de Cabo Verde porque vai permitir uma nova fase na sua evolução

Portos de Cabo Verde, em parceria com o Instituto Marítimo Portuário e o Instituto Hidrográfico de Portugal, apresentou, na tarde de quinta-feira, 13, o mais recente levantamento dos dados topo-hidrográficos das baías do Porto Grande, em Mindelo, e Porto Novo, em Santo Antão.

O Ministro do Mar, Jorge Santos, afirmou hoje que o levantamento topo-hidrográfico será fundamental para a modernização dos portos de Cabo Verde, impulsionando a competitividade e o desenvolvimento de setores como transportes marítimos, turismo de cruzeiros e pesca.

“Seja a nível dos transportes marítimos, a nível do turismo de cruzeiros, a nível da pesca e num conjunto de outras atividades económicas que a nova fase dos portos vai relançar”, advogou o Ministro para quem as obras de expansão desses dois portos deverão arrancar em dezembro deste ano.

Para o Presidente do Conselho da Administração da Enapor, Irineu Camacho, o levantamento topo-hidrográfico irá permitir ter uma noção clara da profundidade dos portos, ter uma análise total das suas características e também uma maior segurança das embarcações que neles aportam.

Conforme o PCA, no porto São Vicente atracam navios cruzeiros, de pesca e de contentores e isso cria alguns constrangimentos a nível operacional.

“Iremos ter um terminal específico para cabotagem, porque estaremos também a fazer a modernização e a requalificação da gare marítima de São Vicente, obras também que vamos iniciar em março de 2025. Estaremos a terminar a construção do Terminal de Cruzeiros, que contamos finalizar também em março de 2025, e vai ser um terminal específico para o turismo de cruzeiros. E vamos ter um terminal específico para pesca”, explicou

Relativamente ao Porto Novo, segundo Irineu Camacho, com a expansão vai-se resolver o constrangimento enfrentado por navios de cruzeiros que vão para Santo Antão e que não conseguem atracar naquele cais.