Empresa está a preparar uma transformação estrutural na gestão das gares marítimas e dos serviços portuários em Cabo Verde
O Presidente da ENAPOR, Ireneu Camacho, revelou hoje que a empresa trabalha num modelo de futuro assente na subconcessão e possível privatização de serviços, com o objetivo de aumentar a eficiência e competitividade dos portos nacionais.
A visão estratégica da ENAPOR para os portos de Cabo Verde passa por uma reorganização profunda do modelo de exploração das gares marítimas e demais serviços associados.
Segundo Ireneu Camacho, o conceito de “porto de hoje e porto de futuro” implica abrir espaço à participação privada, não apenas nos serviços de handling, mas também em áreas como cruzeiros, mercadorias e contentores.
“A perspetiva do porto, porto hoje e porto de futuro, é sempre um conceito de privatizar os serviços. Não só os serviços de handling, mas também pode acontecer nos serviços de cruzeiros, pode até acontecer nos serviços das mercadorias e contentores”, afirmou o responsável, em declarações reproduzidas pela RCV, esta terça-feira.
O Presidente da ENAPOR sublinha que se trata de um projeto estratégico de longo prazo, considerado potencialmente benéfico para o sistema portuário nacional. A expectativa é que a subconcessão permita ganhos de eficiência operacional, maior capacidade de investimento e melhoria na qualidade dos serviços prestados aos passageiros e operadores económicos.
O dossiê relativo à subconcessão dos serviços portuários encontra-se atualmente em análise. De acordo com Ireneu Camacho, existe “conforto” tanto por parte do Governo como da própria Administração portuária quanto à viabilidade do processo.
“Acreditamos que no futuro o objetivo é claro: fazer a subconcessão dos serviços portuários”, reforçou.
Caso avance, o modelo poderá abranger as gares marítimas em todos os portos do País, introduzindo uma nova dinâmica na gestão das infraestruturas e alinhando Cabo Verde com tendências internacionais de parceria público-privada no setor portuário.
A medida é vista como parte de uma estratégia mais ampla de modernização, destinada a reforçar a competitividade dos portos nacionais, atrair mais tráfego marítimo e consolidar o Arquipélago como plataforma logística no Atlântico.


