Para iniciar a minha inquietação, quero lembrar a todos que não quero expor ou colocar caráter cívico e nem caráter político de qualquer alguém que seja, por mais que eu tenha razões suficientes para tal, até porque minha educação e valores não me permitem.
Quem me conhece sabe que não quero polemizar essa situação politicamente, mas sim problematizá-la de uma forma sócio-desportiva. Contudo, quem quiser levá-la para o campo político terá todo o direito e legitimidade para tal; contudo serei, na medida de cada um, em responder.
Ora, foi com enorme expectativa que nos foi comunicado e prometido em 2020 um campo relvado na Freguesia de Nossa Senhora da Luz, concretamente situado em Achada Baleia (minha pacata comunidade).
Quem conhece aquela freguesia até fica com a ideia de que os jovens vivem apenas do futebol.
Caro Presidente Isaías Varela e a sua equipa, sou ciente e consciente de que, não obstante o desejo e o esforço iniciais de concretizar o campo prometido, o fato é que não foi e nem será conseguido neste mandato.
Sendo assim, ficaremos a pensar!
– Será que ficaremos apenas com um sonho alimentado ou ficaremos com o nosso campo da maneira como foi deixado?
– Ou então teremos que aguardar mais um mandato da vossa equipa (se a maioria entender) para que o campo seja materializado?
– Se o outro candidato for eleito como Presidente e no seu programa não constar o seguimento do campo supra mencionado? Até porque não tem nenhuma obrigação política de prosseguir com projetos anteriores.
Como ficaremos?
A questão que me inquieta é se houve realmente desejo político com o nosso campo ou se foi apenas mais uma promessa que foi dada início num vácuo político ou impossibilidade de o concretizar!
Relativamente à questão do nosso campo/não campo, vejo não somente matéria política nisso, mas sim, parece suscetível de ser uma matéria de privação ou limitação do direito. Digo isso por tais razões:
– Agora não poderemos realizar qualquer atividade desportiva, a não ser de forma adaptada.
– Não poderemos fazer nenhum intercâmbio com outros jovens da mesma ou de outras freguesias.
– Há uma clara privação parcial ou condicionamento de um espaço da comunidade, que estava ao serviço de todos.
A minha pretensão não é beliscar a (in)capacidade, honestidade ou desonestidade política de ninguém, nem estou a posicionar-me como “ponta de lança” para uns e “defesa” de outros; pior ainda, se calhar, “homem serviçal”. Mas fiquem sabendo que, para defender a minha comunidade, serei sempre um dos defensores mais fortes na linha defensiva dos nossos interesses.
Conclusivamente, reitero a total esperança de que um dia o nosso “campo” passará a ser um “campo melhor” ou tornará a ser como era antes, “de uma forma ou de outra”.
Se alguns se identificarem ou se sentirem ofendidos, minhas sinceras desculpas ou paciência, mas fiquem sabendo que o autor do texto “politicamente não tem favores e nem contas pendentes com qualquer um que seja”.


