As operações de busca e salvamento prosseguem em condições difíceis, devido à destruição de estradas e pontes, falhas nas comunicações e novos deslizamentos de terras
O número de mortos na sequência da grande enxurrada que atingiu a região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete subiu para pelo menos 335, segundo o mais recente balanço divulgado esta quinta-feira.
No Nepal, foram confirmadas 332 mortes, enquanto no lado tibetano foram recuperados mais três corpos. Cerca de mil pessoas continuam desaparecidas entre os dois lados da fronteira, incluindo dois cidadãos portugueses, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
As operações de busca e salvamento prosseguem em condições difíceis, devido à destruição de estradas e pontes, falhas nas comunicações e novos deslizamentos de terras.
As autoridades apontam para o colapso súbito de um glaciar nos Himalaias como origem da tragédia. A enorme quantidade de gelo e detritos terá provocado uma subida abrupta do caudal dos rios, com os níveis da água a aumentarem entre sete e nove metros em apenas 30 minutos.
A enxurrada destruiu casas, estradas, pontes e infraestruturas de energia, deixando uma vasta área afetada e dificultando o acesso das equipas de emergência às zonas atingidas.


