Exclusão de figuras do PAICV dos novos órgãos do Partido, foi mandado retirar da peça. Nova equipa exigiu alterações à reportagem da Televisão pública sobre o Congresso, levando à censura e cortes de conteúdos. Um primeiro atentado, da nova liderança, à liberdade editorial e de Imprensa
A liberdade de Imprensa sofreu o primeiro golpe, poucos dias após a tomada de posse da nova liderança do PAICV, encabeçada por Francisco Carvalho.
Na sequência da cobertura do Congresso do Partido, a Jornalista Maria da Luz Neves produziu uma peça informativa transmitida, na segunda-feira, 30, na Televisão de Cabo Verde (TCV), que, além de reportar os fatos principais do evento, incluiu no final uma breve menção aos bastidores e às figuras de relevo que ficaram de fora dos novos órgãos partidários.
Entre os nomes citados encontravam-se Luís Pires, Rosa Rocha, Carla Carvalho, Armindo Freitas e Francisco Pereira, todos com trajetória reconhecida dentro do PAICV. O enquadramento editorial da peça seguiu critérios jornalísticos e de interesse público, dando contexto às movimentações internas de um dos maiores Partidos do País.
No entanto, a reação da nova liderança não tardou. Segundo fontes internas da TCV, houve pressões diretas e intensas do topo da nova direção do PAICV junto à TCV. Resultado? Censura.
A peça foi alterada posteriormente e transmitida, hoje, 1, alegadamente com “correções” e a exclusão das referências aos dirigentes preteridos, num gesto que coloca em causa os princípios de independência editorial e liberdade de Imprensa consagrados na Constituição da República, tendo a peça original desaparecido dos canais online da RTC num toque de mágica.
Este episódio levanta sérias preocupações. A ingerência política do PAICV sobre os órgãos públicos de Comunicação Social, em particular a TCV, é uma prática condenável que não pode ser tolerada, independentemente de quem esteja no poder, pois a democracia não se faz com silêncios impostos, mas com transparência, pluralismo e debate livre.
A direção editorial da TCV, ao ceder às pressões do PAICV, comprometeu a integridade do jornalismo público e abriu um precedente perigoso. O País exige uma resposta clara das autoridades reguladoras da Comunicação Social e dos defensores da democracia e da liberdade de expressão.
Se no início de mandato partidário a nova liderança já recorre a mecanismos de censura, o que se poderia esperar do futuro?



Volto a perguntar , onde está a tutela da comunicação social.? A RTC é uma empresa pública do ramo da comunicação social. O Estados é único sócio, financia, dá subsídios e etc com o dinheiro dos contribuintes. Depois há um Conselho de Administração, um Director e um Conselho de Redação que faz e desfaz a seu bel prazer de uma empresa pública. São eles que definem o interesse público e a liberdade de imprensa. Por isso temos uma comunicação social infestada de militantes do PAICV. Há tempos saiu um jornalista para se candidatar pelo PAICV nas eleições autárquicas. Perdeu e voltou como jornalista ” independente ” e ” isento”? Há uma jornalista deputada do PAICV. antes de se candidatar era independente e isenta? Perante tudo isso, há um Secretário de Estado a fazer muitas coisas mas não tutela a comunicação social, do Estado
Qual é a novidade?? Só agora que perceberam que há vários jornalistas militantes do PAICV na RCV e TCV??? Nunca ouviram o programa de manhã com Carlos Santos e Júlio Vera Cruz ?? Sabem quantos jornalistas trabalham com José M.Neves?? O Valdemar Pires a Carla Lima??? E acham que a ARC vai dizer alguma coisa?? Só é censura quando é da parte do governo. Ainda nada no Ka oiaa. Se o Xtico for PM vamos sentir o que é censura. Porquê que o Carlos Santos já não faz Fora da Caixa??? Pq com o Casimiro de Pina ele não brinca e o Vladimir Ferreira é um comunista lambi botas.Está se a preparar para o próximo ano, perto das legislativas, para convidar gente lerda para entrevistar. Eu quero ver o Xtico PM com o complexo da elite . A elite não precisa do Xtico, os da elite que estão com o Xtico querem é poder, vingança política, e táxo para os filhos e netos. O resto é formigas que querem aparecer barata.
Se na verdade, os órgãos de comunicação, neste caso a TCV , indicou uma equipa para cobrir o evento e a jornalista que elaborou a peça e fez toda narrativa, entregou-a para a sua difusão e é difundida apenas uma parte e a outra censurada, a culpa é do conselho da redação, que parece ser o elo mais fraco e não tinha que ceder pressão de ninguém.
Não é de agora que “temos uma comunicação social infestada de militantes do PAICV”, é de há muito tempo. Daí a pergunta pertinente: deve-se considerar a comunicação social em Cabo Verde “quarto poder”, ou “quarto do poder”? Eu não tenho dúvidas sobre a resposta correta.
Expresso das ilhas ignora por completo o tema. Hoje EI é um jornal sem sabor,
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