Escavações no Complexo da Misericórdia revelam vestígios arqueológicos e mudam projeto inicial

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Segundo o IPC, os vestígios encontrados obrigaram a uma reavaliação da arquitetura original, de forma a “explorar melhor as potencialidades que a Cidade Velha e este monumento têm a oferecer”

As escavações realizadas no Complexo da Misericórdia, no âmbito das obras do projeto de Requalificação Urbana e Ambiental da Cidade Velha — Património Mundial, trouxeram à luz vestígios arqueológicos que, até pouco tempo, eram completamente desconhecidos, levando a alterações substanciais no projeto inicial.

O Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, reuniu-se recentemente com a presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Ana Samira Silva Baessa, e com o arquiteto responsável, Adalberto Tavares, para a apresentação das mudanças introduzidas no plano.

Segundo o IPC, os vestígios encontrados obrigaram a uma reavaliação da arquitetura original, de forma a “explorar melhor as potencialidades que a Cidade Velha e este monumento têm a oferecer”.

O projeto será igualmente apresentado e discutido com a Unidade de Gestão de Projetos Especiais (UGPE).

Atualmente em fase de socialização, a intervenção já arrancou com a primeira fase das obras no Complexo da Misericórdia, que faz a ligação à Catedral.

O Ministro Augusto Veiga mostrou-se satisfeito com o trabalho em curso, afirmando que as alterações introduzidas “agregam mais valia ao investimento e à Cidade Velha, Ribeira Grande de Santiago”, reforçando o compromisso do Governo com a valorização do Património Mundial.