Esta é a posição do Ministério da Educação, adiantando que o encerramento das aulas tem implicações “muito negativas” no processo de ensino e aprendizagem
O Ministério da Educação disse hoje que o encerramento das escolas a nível nacional deve ser uma decisão de último recurso, ou seja, quando se esgotar todas as alternativas no quadro das medidas previstas nos planos de contingência das escolas, salvaguardando sempre a saúde dos alunos, professores e colaboradores/funcionários.
A posição do Ministério surge numa altura em que o SINDPROF pediu o encerramento das escolas e suspensão das aulas devido ao aumento de casos de infeções por Covid-19, na comunidade académica.
Face a isso, os Ministérios da Saúde, da Educação e outras instâncias ligadas à Educação irão reunir-se, na próxima semana, para analisar a situação da Covid-19 no País e ajustar as medidas de prevenção, caso for necessário, ou seja decidir a possibilidade de encerrar ou não as aulas.
Desde logo, o Ministério da Educação deixou claro que o encerramento das escolas tem implicações “muito negativa” principalmente no processo de ensino e aprendizagem, dificultando aos alunos a continuarem o contato regular com os seus professores, para a consolidação das aprendizagens, bem como comprometendo o término do ano letivo 2020/2021 e o arranque das provas gerais internas do 12.º ano. “Por outro lado, as escolas constituem espaços de segurança para os alunos e professores e têm tido um papel importante na disseminação das informações, no reforço das boas práticas e das mensagens sobre as medidas de prevenção, bem como passar a mensagem aos alunos de que eles são agentes informativos privilegiados e que devem reproduzir a mensagem e as medidas preventivas em casa e na comunidade”, lê-se numa nota da tutela da Educação, que reconhece que alunos de algumas escolas têm sido afetados pela Covid-19, mas desencadeando a pronta resposta do Ministério da Educação, através das delegações escolares, em sintonia com as delegacias de saúde e autoridades locais.


