Estado da Nação é de confiança e positivismo

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Sublinhado é do Primeiro-Ministro que no seu discurso inicial na abertura do debate no Parlamento admitiu que é “fácil” cutucar, mas “difícil é construir soluções”

Ulisses Correia e Silva inaugurou, esta sexta-feira, 28, o debate sobre o Estado da Nação, momento alto do ano parlamentar que hoje chega ao fim, e vincou que o Estado da Nação “é de confiança e positivismo”, criticando, de seguida, a Oposição por estar atrelada ao negacionismo.

O PM observou haver diferença entre quem anda a “obcecado, a fabricar e a repetir palavras de ordem” e quem, de forma responsável aborda o País com os seus problemas estruturais, governa em contexto de crise, reconhece que enfrenta dificuldades, recupera o País, relança e orienta-se para o futuro com determinação.

“É fácil cutucar sobre as dificuldades, descontestualizá-las, amplificá-las, manipulá-las”, disse. “O que é difícil é fazer frente aos problemas e construir soluções”, enfatizou, sublinhando que o MpD “está do lado certo, da razão e do lado dos Cabo-verdianos”.

Mesmo a abrir o debate, UCS assinalou que “ninguém com seriedade e sentido de responsabilidade, ignora os graves efeitos das crises mundiais sobre Cabo Verde”, e depois passou em revista alguns temas para recordar a memória dos negacionistas.

A pandemia da Covid-19 “não foi no Século passado”, lembrou. Foi em março de 2020, recordou, de seguida, para também recordar que o fim da Emergência de Saúde Pública foi declarado em maio de 2023.

“A pandemia provocou a pior recessão económica desde a Segunda Guerra Mundial. Provocou aumento da pobreza e das desigualdades globais. Provocou o aumento da dívida pública a nível global”, lembrou.

O PM assinalou que a taxa de incidência da pobreza baixou de 35,2% em 2015 para 26% em 2019, “antes da pandemia”, e reconheceu que os impactos da pandemia fizeram a pobreza aumentar para 31,7% em 2020, “mesmo assim abaixo do nível de 2015”, pontuou.

Em 2022, com a retoma a pobreza “reduziu para 28,1%, muito abaixo de 2015”.

Por sua vez, a taxa de pobreza extrema medida por rendimento de 1,9 Dólares por dia, baixou, e “graças às medidas de políticas intensas de inclusão e proteção social, baixou para 11% em 2022”.