Estado da Nação. MpD repudia discurso de transformação em “caos”

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Partido que suporta a governação nacional, enaltece as medidas do Governo de Ulisses Correia e Silva para fazer face à tripla crise

O Deputado João Gomes, líder Parlamentar do MpD, refutou hoje qualquer tentativa de transformação do Estado da Nação “em situação de caos”, sem contudo, querer que o mesmo seja “pintado de verde”.

O Deputado expressava a sua posição no debate sobre o Estado da Nação, lembrou que a preocupação do Governo de Ulisses Correia e Silva não foi apenas mitigar, mas também aumentar a resiliência.

“Não obstante os novos desafios colocados pela guerra provocada pela invasão da Ucrânia, o programa de Retoma Económica, gizado pelo Governo em 2021, mantem-se de pé e está na fase da sua implementação”, lembrou o parlamentar.

Foi neste sentido, que de acordo com João Gomes, o Governo propõe investir 200 milhões de Euros no Programa Operacional do Turismo para um turismo mais desconcentrado, mais diversificado e com maiores efeitos sobre as ofertas nacionais de produtos e serviços agroalimentares, da pesca e das indústrias criativas, na melhoria das conectividades aéreas e marítimas, internas e externas, na transição energética para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, no desenvolvimento da economia digital para a criação de oportunidades de investimentos, de empreendedorismo e de emprego qualificado, e no desenvolvimento da economia azul para a diversificação da economia e aumento das exportações.

Por seu turno, o PAICV considerou o Estado da Nação “de grande incerteza e privação”, em virtude do declínio da oferta de alimentos e do aumento generalizado dos preços de bens e serviços, impostos em grande medida pela crise.

“O Estado da Nação é, também, de incerteza e privação, em virtude das políticas de intolerância, de partidarização, de opacidade, da dívida e do défice adotadas pelo Governo”, disse João Baptista Pereira.

A UCID abdicou de intervir na abertura do debate, com o Deputado António Monteiro a alegar que o tempo que lhes é destinado, segundo o regulamento da Assembleia Nacional, era escasso.