O Primeiro Ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou hoje que o Estado da Nação é marcado por um mundo em crise e por tempos difíceis e exigentes devido aos efeitos da pandemia da Covid-19, da guerra na Ucrânia e das mudanças climáticas
Ao inaugurar o debate sobre o Estado da Nação, o Chefe do Governo realçou o facto de Cabo Verde fazer parte deste mundo que sofre os impactos das crises.
“A pandemia da Covid-19 lançou a economia mundial na pior recessão desde a segunda Guerra Mundial”, anotou UCS, para quem a crise pandémica “gerou impactos dramáticos” na pobreza e nas desigualdade globais. “Provocou o aumento da dívida pública a nível global”, ajuntou.
Ainda, no seu discurso, notou-se a preocupação do Chefe do Executivo, em relação à resolução dos problemas, constrangimentos, anseios e perspetivas dos jovens, ao afirmar que o aumento do desemprego tem sido uma das consequências “mais dramáticas das sucessivas crises”, mas sem contudo tirar o foco nas medidas, que entende serem assertivas, e por outro lado, vão para o caminho certo de redução do desemprego jovem estimado em cerca de 23 mil jovens.
UCS, após demonstrar as medidas tomadas pelo seu Governo para mitigar a tripla crise que assola o País, ressalvou o facto de que o pós-crises desenha a aceleração de um conjunto de fatores que podem ser favoráveis a Cabo Verde e que estão no centro das prioridades do seu Executivo.
Estas ações prendem com um maior investimento no capital humano, a saúde e a segurança sanitária a ganharem um especial destaque no aumento da resiliência e na economia do País, a aceleração da Transição Energética e da Eficiência Energética para reduzir a dependência a combustíveis, a ação climática para reduzir as emissões e atingir a neutralidade carbónica, a estratégia de Água com soluções tecnológicas e energéticas eficientes, a transformação Digital e a economia Digital para aumentar a eficiência e a produtividade, desenvolver competências e criar oportunidades de empreendedorismo jovem.
O destaque foi ainda para o desenvolvimento da Economia Azul através da exploração sustentável dos recursos para a criação de riqueza e empregos na pesca, na aquicultura, na indústria conserveira, na exploração da Biotecnologia Azul, nas atividades de transportes, portuárias e de reparação naval, bunkering, produção de água dessalinizada e de 20 energia limpa, e desenvolvimento de competências e de I&D na economia azul, o desenvolvimento do eco-turismo e do turismo de saúde, a indústria inteligente e verde, enquadrada na transformação digital, na transição energética e na ação climática.
O PM reafirmou o interesse no reforço da parceria especial com a UE e de relações económicas, de estabilidade e segurança com a UE e os EUA e no aumento de transações económicas com o continente Africano, particularmente com a CEDEAO e os Países Africanos de Língua Portuguesa. Destacou a localização, a estabilidade, a abertura ao mundo, a boa governança, a liberdade económica e as vantagens comerciais de integração económica e de parcerias como ativos importantes a proteger e a aprimorar.


