Cá estou eu novamente…nestas noites densas de estudos, redescoberta & reflexão.
E faço sempre, claro, um milagroso intervalo. Para pensar em voz alta.
Há que abrir as janelas do mundo!
E lá vem, então, a notícia da estranha INTERFERÊNCIA do sr. José Maria Neves num processo disciplinar interno da TCV.
O dr. Neves, como já expliquei tantas vezes, é um ABSURDO AMBULANTE.
Não consegue perceber o significado de (ser) PR numa democracia constitucional e num Estado de direito moderno.
Há criaturas assim.
Res exquisita!
Esse rebento curioso da JAAC-CV tem, ainda, a cabeça jacobina nos anos 1980, em que o seu partido, herdeiro de um assaz provinciano marxismo-leninismo, se julgava a “força dirigente da sociedade e do Estado”.
O PAICV seria, para eles, a vanguarda revolucionária que “liberta” o povo definitivamente do obscurantismo.
Arre!
Pela força patética da ignorância, José Maria Neves transformou-se, vá lá, no novo e deslumbrado Luís XIV africano do século XXI.
L, État, c’est moi.
Para além de atribuir, criminosamente, salários inconstitucionais à sua namorada, ainda instrui processos disciplinares, avalia desabridamente a ilicitude dos factos, pondera sanções, e toma unilateralmente a decisão final!
Esse reizinho de trazer-por-casa é supinamente ridículo!
Não tem igual.
É todavia o mesmo José Maria Neves que, muito recentemente, num outro miserável e gravíssimo CRIME contra a Constituição e o Estado de direito democrático, fazia publicamente a APOLOGIA DA DITADURA e do regime totalitário que vigorou nestas ilhas de 1975 a 1990.
O dr. Neves abandalhou a República e envergonha sobremaneira o Estado de Cabo Verde.
Já cometeu, no mínimo, cerca de 10 crimes graves contra o Estado de direito constitucional.
Sistematicamente, com a precisão de um relógio suíço, viola alegremente a actual Constituição da República e desrespeita, sem pensar duas vezes, o solene juramento que prestou, em 2021, perante a Assembleia Nacional.
Nunca se viu nada assim em Cabo Verde.
É um néscio político irrecuperável.
No entanto, há por aí uma franja de “jornalistas” cabo-verdianos (ou serão meros ACTIVISTAS POLÍTICOS?) que apoia servilmente a atitude tresloucada, absurda, mesquinha e inconstitucional de José Maria Neves.
E julgam-se os maiores!
A ignorância faz milagres.
Essa gente não tem, pois, a mínima noção da deontologia profissional.
Por lei, a OBRIGAÇÃO FUNDAMENTAL de qualquer jornalista sério é defender, galhardamente, a objectividade, o rigor institucional e os princípios básicos do Estado de direito democrático.
É esta a FIDÚCIA, a obrigação irrecusável.
Ou julgam que estamos na Coreia do Norte ou na antiga URSS?
O jornalismo não se confunde com a Dezinformatsiya.
Exige, pelo contrário, um compromisso firme com a Liberdade, a Justiça e o “governo das leis”.
Pôr-se acriticamente ao lado do triste José Neves é sufragar um “jornalismo” de sarjeta, que anda, quixotescamente, na contramão da Constituição vigente e dos seus valores superiores, que são resumidamente a dignidade da pessoa humana e, no seu sentido material-axiológico, o primado da lei.
O valor incomensurável do jornalismo é a PROCURA DA VERDADE e da decência republicana. Under the justice.
Só assim se constrói uma República de homens e mulheres livres.
Foi o que fez, por exemplo, Émile Zola no século XIX, escrevendo páginas gloriosas que salvam, ainda e sempre, a face da humanidade.
Quando é que a nossa malta sairá da sarjeta e da indignidade por opção?
Ou ainda acreditam, lembrando o presidente Aristides Pereira, que “não há jornalistas, mas apenas militantes do partido, o PAIGC-CV, destacados nos vários órgãos da comunicação social”?!



Sinceramente, não entendi o que Casemiro quis transmitir com este escrito dele. Leva-me a pensar assim, porque, o que escreveu já é habitual e do conhecimento público esses apontar de dedo ao presidente. Pois, para mim, trata-se de um “disco riscado” do Casemiro. Por outro, o Casemiro não descreveu os crimes que o presidente praticou. Fez uns considerandos menos positivos do presidente, os quais pensa que tem o direito de os fazer, mas, não referiu os crimes cometidos e a Lei ou Leis violadas pelo presidente. Como um simples cidadão, apartidário, fiquei com esta impressão de omissão.
Digamos que o Júlio Sequeira é um pequeno desinformado e desinformador, agindo ainda por cima sob anonimato! Os CRIMES do sr. José Maria Neves são de conhecimento público. Há mais de um ano fiz vários programas “live” no Facebook, com mais de 70 mil visualizações, elencando, rigorosamente e com todos os dados necessários, vários CRIMES praticados pelo dito “mais alto magistrado da nação”, José Neves. Informe-se melhor! Mas não se preocupe. O assunto voltará à praça pública dentro em breve. Abraço democrático.
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