Afirmação é do vice Primeiro-Ministro, sublinhando que o objetivo é “produzirmos serviços” a partir de Cabo Verde para o mundo
O Governo está a criar um conjunto de condições para atrair grandes empresas tecnológicas para Cabo Verde, disse hoje o vice Primeiro-Ministro. Olavo Correia que falava à margem da visita efetuada ao Parque Tecnológico, na Praia, avançou que o objetivo é “produzirmos serviços” a partir de Cabo Verde para o mundo. “Por outro lado, queremos criar novas oportunidades para os nossos talentos que atuam no setor das tecnologias de informação e das telecomunicações”, disse.
O também Ministro das Finanças adiantou que o espaço vai transformar a Cidade da Praia numa Zona Económica Especial Tecnológica, e fazer de Cabo Verde um País de referência em termos de criação de condições para a promoção dos talentos. “Vamos dotar este Centro Tecnológico de todas as condições necessárias para que os nossos jovens, no País e na Diáspora, possam testar as ideias, criar, inovar, prestar e produzir serviços que poderão ser exportados à escala regional e à escala mundial”, escreveu na sua página da rede social Facebook, em que precisou que esta Zona Económica Especial vai ainda compreender um conjunto de condições que têm a ver com o ecossistema, envolvendo o Parque Tecnológico, as universidades, o Governo e as Câmaras Municipais, fazendo de Cabo Verde e da Cidade da Praia um Hub Tecnológico, envolvendo ainda a extensão deste projeto a Mindelo, na Ilha de São Vicente.
“Estamos a falar de um investimento, inicial, de 36 milhões de Euros para servir a nossa juventude (…). Um investimento matricial para o futuro de Cabo Verde e que vai comandar o ritmo de crescimento do nosso País nos próximos tempos”, afirmou.
Olavo Correia diz-se satisfeito com o trabalho que está a ser realizado, e já deu indicações para o acelerar os trabalhos para que se possa o “mais breve possível” concluir as obras, e “dar aos nossos jovens esse espaço de inovação e de criatividade e possamos atrair grandes empresas das TICs do mundo”.
No entanto, é preciso também que os jovens se preparem de forma adequada, dominando as línguas, principalmente as três línguas que tenham o domínio das ciências e das tecnologias. “A nossa educação, o nosso sistema de ensino, tem de ser capaz de formatar jovens que dominem fluentemente três línguas, que tenham o domínio das ciências e das tecnologias”, conclui.



“Vamos dotar este Centro Tecnológico de todas as condições necessárias para que os nossos jovens, no País e na Diáspora, possam testar as ideias, criar, inovar, prestar e produzir serviços que poderão ser exportados à escala regional e à escala mundial”.
É uma ótima ideia. No entanto, na área de tecnologia de classe mundial e nos centros de tecnologia em todo o mundo, seja Índia, China, África, EUA ou Europa, uma dessas condições é a capacidade de falar inglês fluentemente. Como essa condição será realizada? Se for uma ideia produzir produtos e serviços para o mercado local ou para os PALOP, esta condição não é necessária. Mas se for para exportação em escala global, não funcionará se essa condição não for satisfeita.
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