Estão claramente a tentar uma manobra de diversão, tentando desresponsabilizar José Maria Neves

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Casimiro de Pina adverte para o fato de haver uma hierarquia na estrutura da Presidência da República, e que “não pode ser subvertida”

O jurista e candidato presidencial em 2021, continua a analisar o escândalo nacional ocorrido na gestão do Presidente José Maria Neves.

Em mais uma publicação, Casimiro de Pina sustenta que o Chefe da Casa Civil da Presidência “não decide rigorosamente nada” por ele próprio, responsabilidade que é do Chefe de Estado, lembrando que os eleitores votaram em José Maria Neves e não em Jorge Tolentino.

“Quem foi eleito Presidente da República, em 2021, é o sr. José Maria Neves”, pelo que na opinião do jurista “toda a responsabilidade política e jurídica cabe, neste caso, ao Presidente da República e não aos seus subordinados”, advertindo haver na estrutura da Presidência da República, uma hierarquia e que “não pode ser subvertida”

“É assim que as democracias funcionam, em qualquer País minimamente sério e civilizado”, sentencia.

Casimiro de Pina adverte para tentativas de “manobras desajeitadas, eivadas de um cinismo típico de regimes de má memória” numa tentativa de defender o “indefensável”.

O PR, ajunta o jurista, sendo o responsável primeiro e último pelas manigâncias apuradas e pelos crimes cometidos na gestão financeira da Presidência, “não tem, pois, quaisquer condições para se manter no cargo”.

“É uma vergonha”, enfatiza, reiterando que JMN deve “urgentemente, renunciar” ao mandato e “poupar” Cabo Verde de um “escândalo que está, aos olhos do mundo inteiro, a diminuir a honorabilidade da República e o prestígio do nosso Estado de direito”, finaliza.

1 COMENTÁRIO

  1. Pois é… A política é um “mundo estranho” … e aqui em CV, nenhum político nunca é, nunca foi, … e nunca será responsabilizado pelos seus actos. A culpa será sempre da oposição, que quer denegrir a imagem do outro… e não venham, porque se o PR fosse do MpD, teríamos agora toda a máquina do MpD a defender, e a do PAI… a condenar. Mas o PR deve, ou deveria ser apartidário. Neste caso não há desculpas possíveis para PR, e ele devia demitir-se.

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