Seis meses após o início da guerra entre o Irão e o bloco liderado por EUA e Israel, o Estreito de Ormuz continua fortemente condicionado, ameaçando o abastecimento mundial de petróleo e aumentando os riscos para economias importadoras como Cabo Verde
A circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo, caiu drasticamente desde o início do conflito, provocando uma das maiores perturbações registadas no transporte marítimo internacional nas últimas décadas.
Na tentativa de evitar uma nova escalada, o primeiro-ministro do Qatar desloca-se esta quinta-feira a Tee rão para contactos diplomáticos. O Irão, por sua vez, mantém condições para uma eventual reabertura do estreito, numa altura em que os mercados continuam particularmente sensíveis a qualquer agravamento da situação.
A crise já tem reflexos nos preços da energia, com o petróleo Brent a superar recentemente os 90 dólares por barril.
Para Cabo Verde, fortemente dependente de importações, um prolongamento da instabilidade poderá traduzir-se em maior pressão sobre combustíveis, eletricidade, transportes, dessalinização, pesca e preços dos alimentos, com impacto direto no custo de vida.


