Conclusão é de um “abrangente estudo de opinião” encomendado pelo MpD e analisado na última reunião da Direção Nacional do Partido
Em comunicado final, o MpD pontua que os membros da Direção Nacional, reunidos no sábado, 11, na Biblioteca Nacional, na Cidade da Praia, debruçaram sobre um “abrangente Estudo de Opinião”, que forneceu “elementos importantes para uma objetiva e ampla compreensão” das principais causas do desaire no dia 1 de dezembro último, que conferiu ao MpD apenas 7 das 22 Autarquias.
O mesmo estudo, refere a mesma fonte, aponta “caminhos” que ajudarão o MpD a dar respostas às inquietações, necessidades e expetativas dos militantes e dos Cabo-verdianos, “em vários domínios” da vida política, social e económica.
“Do cruzamento das variáveis que influíram nos resultados nos diversos Municípios do País, concluiu-se que da sua ponderação, o desempenho do Governo não terá sido a mais relevante na influenciação dos resultados”, lê-se no comunicado final, enviado às Redações.
“Os dados do estudo demonstram de forma clara que os Cabo-verdianos confiam na melhoria das suas condições de vida em 2025, o que é uma oportunidade para respostas assertivas do Governo ao nível de medidas que aumentem o emprego, reduzam os impactos do aumento do custo de vida, melhorem os serviços de saúde e a tranquilidade e segurança publica”, refere a mesma fonte.
O Presidente do MpD, ao intervir na abertura da DN, reconheceu os maus resultados do Partido, tendo assumindo “toda a responsabilidade” política pelo desempenho no dia 1 de dezembro.
Ulisses Correia e Silva, ajunta a mesma fonte, apelou a uma “reflexão serena” dos mesmos resultados e suas consequências para o futuro do MpD, “garantindo que a Direção do MpD tem a humildade para os analisar e ler os sinais que foram transmitidos pelos eleitores e pelos militantes do MpD, mormente no tocante à elevada abstenção e desinteresse pela política e progressiva falta de confiança nas instituições da República”.
Na sequência da derrota, UCS garantiu “mudanças” tanto no MpD como no Governo, “que vão reforçar” a organização, o combate político e a confiança dos Cabo-verdianos no Governo e no Partido. “Temos a obrigação de continuar a liderar as reformas e a agenda política nacional. Temos de ser um Partido de Mudanças em Cabo Verde no contexto de novos desafios nacionais e internacionais, que exigem novas políticas”, refere a nota final.


