Estudo recomenda um único operador aéreo em Cabo Verde

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Conclusão está vertida num estudo realizado, a pedido do Governo, que indica que a existência de mais operadores pode levar à insustentabilidade das empresas

O estudo sobre obrigação de serviço público no transporte aéreo interilhas, apresentado hoje, na Cidade da Praia, recomenda que Cabo Verde deve ter apenas um operador de transportes aéreos interilhas, porque caso haja mais do que um poderá levar à insustentabilidade das empresas.

A Informação foi avançada pelo Ministro dos Transportes, Carlos Santos, para quem o referido estudo aponta para um “operador único” naquilo que é a realidade atual, “ou seja, aquilo que é a exiguidade que nós temos do mercado com pouco mais de 300 mil passageiros por ano”, precisou.

No caso de aumento do número de passageiros, acrescenta o governante, o estudo recomenda a criação de um mecanismo que seja flexível, pelo que o operador terá de se adaptar à essa necessidade.

De realçar que o estudo foi encomendado pelo Governo na sequência da perceção de que, tendo um mercado de transportes aéreos doméstico muito exíguo, as condições normais do mercado de concorrência não estão reunidas. “No âmbito do projeto de apoio ao setor do transporte, avançou-se com estudos para, em primeiro lugar, fazer uma análise estatística daquilo que são os dados existentes, daí tirar as conclusões sobre que modelos deveremos enveredar e também acolher aquilo que são os modelos utilizados por este mundo fora, designadamente arquipélagos como a Madeira e os Açores, que têm este mecanismo de obrigação de serviço público”, indicou o Ministro Carlos Santos.