EUA apertam sanções contra Irão e Teerão promete retaliar

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O conflito preocupa os mercados energéticos, já que uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo pelo Golfo poderá elevar os preços dos combustíveis, transportes, eletricidade e bens essenciais

Os Estados Unidos anunciaram novas e abrangentes sanções contra o Irão, atingindo cerca de 60 pessoas, empresas e navios ligados às redes petrolífera, nuclear, de mísseis e cibernética iranianas. Teerão rejeitou as medidas e advertiu que dará uma resposta, aumentando a tensão numa crise que continua a ameaçar a estabilidade do Médio Oriente.

As novas medidas fazem parte da estratégia norte-americana de aumentar a pressão económica sobre o regime iraniano e atingir as suas principais fontes de financiamento. Washington também ameaça aplicar sanções secundárias a entidades e países que mantenham relações económicas com Teerão.

O Governo iraniano, por seu lado, considera as sanções uma escalada e promete resistir e retaliar contra medidas que afetem os seus interesses. A tensão é agravada pela situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.

Impacto internacional

A evolução do conflito é acompanhada com preocupação pelos mercados energéticos. Qualquer perturbação prolongada no fornecimento ou transporte de petróleo através do Golfo pode provocar novas subidas dos preços internacionais, com reflexos nos custos dos combustíveis, transportes, eletricidade e bens essenciais.

Para Cabo Verde, uma escalada prolongada poderá representar pressão adicional sobre a fatura energética e sobre o custo de vida, num país fortemente dependente de importações de combustíveis.

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