O exército Norte-americano lançou ontem um ataque aéreo contra o grupo extremista Al-Shabab na Somália, pela segunda vez esta semana, adiantando que aconteceu em apoio às forças militares parceiras dos Estados Unidos da América na Somália
De acordo com o Pentágono, a investida de ontem foi permitida através da autorização do Congresso para o uso de força militar.
Cindy King, porta-voz do Pentágono, disse que o ataque aéreo foi coordenado com o Governo Somali e ocorreu na área de Galmudug, no centro do País, nos arredores de Qeycad, acrescentando, segundo a agência de notícias AP, que não serão divulgados mais detalhes por questões de segurança.
O ataque anterior, ocorrido da terça-feira, foi o primeiro na Somália desde que o Presidente dos EUA, Joe Biden, assumiu o cargo em janeiro.
O Comando Militar Norte-Americano para África (AFRICOM) “realizou ontem um ataque aéreo nas proximidades de Galkayo”, 700 quilómetros a nordeste de Mogadíscio, revelou à agência AFP Cindy King, na ocasião.
Os EUA retiraram a maior parte das suas tropas da Somália nos últimos dias do mandato de Donald Trump, transferindo-as para países vizinho, onde aconselham e auxiliam, de forma remota, as forças Somalis contra a Al-Shabab, uma associada do grupo terrorista Al-Qaeda.
Após tomar posse na Casa Branca no dia seguinte, Joe Biden limitou o uso de drones contra grupos ‘jihadistas’ fora dos ‘teatros de guerra’ onde os Norte-americanos estão oficialmente envolvidos, revertendo uma política do seu antecessor, Donald Trump, que tinha dado carta branca aos militares em países como Somália ou Líbia.


