A Câmara da Praia fixou em 2,5 milhões de Dólares a venda de um lote de terreno no centro da capital ao Governo dos Estados Unidos da América, que ali pretende construir a nova embaixada
Os termos da venda constam de uma deliberação da Assembleia Municipal da capital, publicada em 27 de abril, aprovando as várias adendas ao negócio, acordado em 2019 e que após o Departamento de Estado dos EUA ter acionado o direito de preferência, envolve um lote de terreno que passa dos anteriores 22.506 metros quadrados (m2) para 23.119,34 m2.
Com estas alterações, o negócio de venda do terreno, na Várzea da Companhia, em pleno centro da cidade da Praia, passa dos 2.450.000 Dólares, previstos anteriormente para 2.516.768 dólares, conforme consta da deliberação municipal que aprovou por unanimidade o novo contrato com os EUA.
De acordo com as autoridades Cabo-verdianas, o projeto para a construção da nova Embaixada dos EUA está orçado em cerca de 200 milhões de Dólares e envolveu a aquisição ao Estado de Cabo Verde, por quase cinco milhões de Euros, da Escola Secundária Cónego Jacinto, e deste terreno da Câmara da Praia, que é contíguo.
Esta obra ainda não arrancou, sendo que a Escola Secundária Cónego Jacinto, que entrou em funcionamento no ano letivo de 1992/93, situada na zona baixa da cidade da Praia, alberga 1.800 alunos, 110 professores e 20 funcionários, segundo dados de 2019.
Com a venda da propriedade do Estado, que ocupa uma área de quase 13 mil metros quadrados, o Governo vai receber 5,8 milhões de Dólares. O negócio prevê que o edifício regresse à posse do Estado de Cabo Verde em caso de incumprimento ou desvio em relação ao fim que justificou a venda.



O Presidente da Câmara Municipal da Praia e o Paicv têm de ser coerentes quanto a esta operação financeira e fundiária: a turma do atraso, sempre se opôs à ideia, de 200 anos de amizade, a América construir de raiz o edifício de sua Embaixada em Cabo Verde. A turma do atraso, liderado por JMN, o agora “candidato a candidato” do Paicv nas eleições presidenciais de Outubro, escreveu no site de fofoca “Santiago Magazine” que a construção da Embaixada da América “a paredes meias com o Palácio do Governo, na Várzea, coloca questões de soberania nacional”, ao que Casimiro de Pina contrapôs dizendo que a permissão dos governos do paicv para a então União Soviética construir a sua embaixada a paredes meias com o nosso parlamento, nunca constituiu para o regime qualquer problema de soberania. Como dizia o Pe. Fidalgo no “TERRA NOVA”: “o Paicv tem estômago em Washington DC, mas deixa cabeça em Moscovo.” Agora, com JHA, o Paicv inovou: “deixa seu estômago em Washington e Bruxelas, e deslocou a cabeça em Venezuela” do ditador Maduro.
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