O tema eutanásia está em cima da mesa com o parlamento português a decidir na terça-feira, 29, se aprova ou não a morte assistida
O tema divide posições mas há vozes que ainda não se pronunciaram sobre o assunto. O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, último recurso em caso de a lei for aprovada na Assembleia da República, mantém segredo sobre sua posição.
O Chefe de Estado prefere aguardar pelos partidos para depois se pronunciar sobre um assunto tão sensível que divide posições no país.
Quem já veio posicionar-se, literalmente, contra a aprovação da morte assistida é o antigo Presidente, Cavaco Silva, para quem, a aprovar-se a eutanásia será a decisão “mais grave” que Portugal poderia tomar.
Sobre o mesmo assunto pronunciou-se também Jorge Sampaio, PR entre março de 1996 e março de 2016, admitindo que o tema é delicado e que por isso urge “aprofundar o mais possível” a sua discussão.
A aprovação da lei no dizer de Sampaio “é um passo difícil” e que por isso “exige grande responsabilidade de todos os intervenientes”.
Quem está contra a medida são as religiões que esta semana entregaram uma declaração na presidência e no parlamento, contra a legalização da medida.
A nível dos partidos, sabe-se que o PSD e PS deram liberdade de voto no tema aos seus deputados. Entretanto, no caso de Rui Rio, Presidente dos PSD, sabe-se que ele defende a morte assistida ainda que no seu partido haja vozes que defendem o contrário.
No PS, depois de muito silêncio, António Costa revelou sexta-feira, 25, sua posição. Foi na abertura do congresso socialista que o PM mostrou-se a favor da eutanásia. “… mas assegurando a todos que queiram ter uma morte digna poderem recorrer à eutanásia”, disse.
O CDS de Assunção Cristas tal como o PCP são contra a aprovação da medida.
Os projetos de lei que prevêm a despenalização da eutanásia em Portugal são sugeridos pelo PAN, Bloco de Esqeurda, PS e PEV.


