Yoon Suk-yeol foi condenado por liderar uma insurreição e decretar ilegalmente a lei marcial em dezembro de 2024
A justiça da Coreia do Sul condenou esta quinta-feira o ex-presidente Yoon Suk-yeol à pena de prisão perpétua, após considerá-lo culpado de liderar uma insurreição e impor ilegalmente a lei marcial em dezembro de 2024.
Segundo o tribunal distrital central de Seul, Yoon mobilizou forças militares e policiais numa tentativa de tomar o Parlamento, prender políticos e estabelecer poder irrestrito. A pena de morte, requerida pelo procurador especial, não foi aplicada.
O ex-líder conservador já havia sido condenado a cinco anos de prisão por imposição da lei marcial e outros crimes, como falsificação de documentos e desobediência às autoridades. Yoon chegou a se refugiar na residência oficial, frustrando uma primeira operação policial, sendo finalmente detido em janeiro de 2025.
O tribunal também considerou culpado o ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, e deve anunciar em breve as sentenças dos co-réus.
A destituição de Yoon em abril de 2025 levou a novas eleições, vencidas por Lee Jae-myung, candidato da oposição de esquerda.


