A falta de produtos alimentares nas cantinas de várias escolas de Cabo Verde está a comprometer o fornecimento de refeições quentes aos alunos, numa situação preocupante que afeta, pelo menos, estabelecimentos de ensino das ilhas do Fogo, Santiago, São Vicente e Santo Antão
A rotura no abastecimento das cozinhas escolares está a prejudicar numerosos estudantes, sobretudo aqueles que percorrem longas distâncias para frequentar as aulas e que dependem da alimentação escolar para assegurar uma refeição durante o dia.
A situação levanta preocupações quanto ao funcionamento do programa de alimentação escolar e à capacidade de resposta das entidades responsáveis, numa altura em que a garantia de refeições constitui um importante instrumento de apoio social e de combate às desigualdades no acesso à educação.
Trata-se de uma situação pouco habitual nos últimos anos, durante os quais não têm sido frequentes notícias de ruturas desta natureza no abastecimento das cantinas escolares.
A falta de refeições quentes coloca igualmente em causa as condições de permanência dos alunos nas escolas, particularmente os provenientes de famílias economicamente mais vulneráveis.
Até ao momento, não é conhecida qualquer posição pública do ministério da Educação ou da FICASE sobre as falhas no abastecimento, as suas causas e as medidas previstas para restabelecer a normalidade.





