FCF acusa Camarões de “criar” polémica na Cidade da Praia

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Federação sublinha ainda que, na reunião técnica realizada na segunda-feira, os Camarões não apresentaram qualquer reclamação formal ou protesto

A Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) reagiu na segunda-feira, 8, às declarações da delegação camaronesa, que acusou Cabo Verde de ter dificultado a entrada da sua comitiva no País. Em comunicado, a FCF garante que todos os procedimentos decorreram de forma ordeira e acusa os Camarões de tentarem “criar casos” na Cidade da Praia, na véspera do importante jogo frente à Seleção Nacional a pontuar para a 8.ª jornada do grupo D.

Segundo a FCF, a delegação camaronesa, composta por 78 pessoas, das quais 44 tiveram vistos pagos antecipadamente por Cabo Verde, no âmbito da “reciprocidade”. A Federação sublinha que todos os 78 elementos foram atendidos em cerca de uma hora, ou seja, “menos de um minuto por pessoa”.

A nota acrescenta ainda que o Vice-Presidente da FCF, Fernando Fermino, acompanhou toda a operação de fronteira e conduziu a delegação até ao hotel, tendo recebido, inclusive, agradecimentos tanto do chefe da comitiva camaronesa e como do Vice Presidente daquela Federação.

Sobre um alegado incidente no treino, a FCF esclarece que a seleção dos Camarões tinha direito a dois treinos oficiais, já assegurados, e que, a pedido da delegação, foi autorizado um terceiro treino no Estádio da Várzea. No entanto, a comitiva camaronesa terá entrado no relvado antes do final de um jogo entre veteranos, o que originou momentos de tensão com jogadores e oficiais presentes. A situação foi normalizada após a intervenção do Secretário-Geral da FCF e da Polícia Nacional. Apesar disso, a seleção dos Camarões recusou-se a treinar, decisão que, segundo a FCF, revela “má-fé” e “intenção de criar casos, talvez, com objetivos outros”.

A FCF sublinha ainda que, na reunião técnica realizada na segunda-feira, os Camarões não apresentaram qualquer reclamação formal ou protesto.