Está fechado o processo eleitoral com a investidura dos novos deputados eleitos e reeleitos e empossamento do Governo da XI Legislatura – 2026-2031.
Em resumo, o novo tabuleiro politico pode assim ser caracterizado:
1. Governo com uma maioria absoluta mínima;
2. Bipartidarismo reforçado;
3. Oposição forte e competitiva;
4. Eleições presidenciais com importância estratégica acrescida; e
5. Disputa nos partidos tão relevante como a disputa entre partidos.
De entre várias questões que emergem do novo tabuleiro político doméstico, talvez mais do que saber como o PAICV vai governar nos próximos meses é percebermos se:
1. O Governo consegue transformar uma maioria curta em estabilidade política;
2. O MpD consegue transformar a derrota em renovação estratégica; e
3. As presidenciais confirmarão ou contrariarão o novo equilíbrio saído das legislativas de 17 de maio, p.p.
As eleições presidenciais de novembro deste ano ocuparão, sem dúvidas, o centro do novo tabuleiro político porque num contexto de uma maioria curta, o papel de moderador do PR ganha relevância acrescida.
Nesta perspectiva, o perfil do novo PR pode ser definido da seguinte forma:
1. Uma figura que consiga exercer o equilíbrio institucional;
2. Alguém capaz de dialogar de forma fluida com os dois maiores partidos; e
3. Uma personalidade situada no centro politico, isto é, capaz de mobilizar votos fora do seu espaço político de base ou inicial.
Os dados estão lançados, mas muitas variáveis serão melhor percebidas com o desenvolvimento das dinâmicas politicas nos próximos meses da governação, surgimento das candidaturas presidenciais, com principal realce para as candidaturas apoiadas pelos dois grandes partidos e os resultados da eleição do Presidente e da Convenção do MpD, entre outras.


