A FIFA está envolvida numa nova polémica, depois de ter sido revelado que a organização assinou um contrato de arrendamento de cerca de 3,6 milhões de euros por um escritório na Trump Tower, em Nova Iorque, que permanece praticamente sem utilização
Segundo uma investigação do The New York Times, o contrato, celebrado em 2025 por um período superior a sete anos, levanta dúvidas sobre a gestão financeira da FIFA e a proximidade entre o seu presidente, Gianni Infantino, e o presidente norte-americano, Donald Trump.
O antigo responsável pelo Comité de Governança da FIFA, Miguel Poiares Maduro, considera que o negócio representa um claro conflito de interesses. A FIFA rejeita irregularidades, garantindo que o contrato respeita a legislação e os procedimentos internos.
A revelação surge num momento de crescente contestação à liderança de Infantino, com a Federação Norueguesa de Futebol a questionar decisões relacionadas com Trump, incluindo a atribuição de um prémio da paz ao líder norte-americano.
A polémica ganha particular interesse para Cabo Verde, onde Infantino esteve recentemente, a 8 de outubro, para participar numa conferência estratégica da Confederação Africana de Futebol (CAF), realizada na ilha do Sal. Nesse encontro, as 54 federações africanas manifestaram apoio unânime e incondicional à sua recandidatura à presidência da FIFA, prevista para março de 2027.
Apesar das controvérsias internacionais, Infantino mantém o apoio institucional do futebol africano, incluindo Cabo Verde, país que acolheu o encontro da CAF.





