A IGAE realizou 208 ações de fiscalização nas cidades da Praia e do Mindelo, tendo registado uma taxa de incumprimento de 89%
A Inspeção-Geral das Atividades Económicas (IGAE) realizou, de 1 a 15 de setembro, 208 ações de fiscalização a estabelecimentos de comércio a retalho nas cidades da Praia e do Mindelo, tendo registado uma taxa de incumprimento de 89%, a mais elevada dos últimos seis anos.
As operações foram realizadas em parceria com a Polícia Nacional, as Polícias Municipais da Praia e de São Vicente e a Inspeção-Geral do Trabalho, em São Vicente. Segundo a IGAE, foram apreendidos diversos produtos alimentares por se encontrarem fora do prazo de validade, mal conservados ou infestados por pragas, incluindo aguardentes falsificadas.
No decorrer das fiscalizações, 35 estabelecimentos foram temporariamente suspensos por falta de condições de higiene. De acordo com a IGAE, alguns apresentavam sinais de infestação por ratos, baratas e outras pragas, tendo sido necessários, em média, dois dias para a realização de trabalhos de limpeza e desinfestação antes da reabertura dos espaços.
As ações incidiram igualmente sobre a comercialização de aguardentes ilegais, conhecidas como “garrafinhas”. A IGAE alerta para os riscos associados a estes produtos e refere que algumas aguardentes são produzidas de forma ilegal, incluindo através da utilização de açúcar refinado.
A entidade aponta ainda que a produção destas bebidas, identificada nos concelhos de São Lourenço dos Órgãos, São Domingos e Ribeira Grande de Santiago, tem sido associada a graves problemas de saúde e mortes, contribuindo, segundo a IGAE, para o agravamento do consumo nocivo de álcool entre os jovens em Santiago e noutras ilhas, incluindo o Maio.
Perante os resultados das fiscalizações, a IGAE apela à responsabilidade dos operadores económicos e à colaboração dos cidadãos para denunciar e combater práticas ilícitas que, segundo a instituição, representam riscos para a saúde pública e prejudicam a economia nacional.





