O senador e candidato nas eleições de ontem, no Brasil, recusou reconhecer a vitória do seu adversário e anunciou que vai recorrer à Justiça para pedir a anulação do escrutínio
Numa declaração à imprensa, em Brasília, Flávio Bolsonaro, que concorreu pelo Partido Liberal, contestou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prolongar a votação por duas horas, considerando que a medida alterou as regras do processo eleitoral.
O candidato alegou que a decisão comprometeu a igualdade de condições entre os eleitores e questionou o facto de algumas secções de voto já terem encerrado quando foi determinada a prorrogação.
Flávio Bolsonaro afirmou ainda que fiscais do seu partido foram afastados da sala de acompanhamento da totalização dos votos, mas não apresentou provas de irregularidades que comprometessem o resultado eleitoral.
A decisão judicial de prolongar a votação teve origem em dificuldades de acesso às urnas, nomeadamente problemas de transporte, tendo a própria campanha de Flávio Bolsonaro solicitado o alargamento do horário em algumas localidades.
Lula da Silva venceu as eleições com 51,79% dos votos, contra 48,21% do seu oponente, numa diferença superior a 4,4 milhões de votos.
Apesar da contestação anunciada, o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral mantém-se válido, não havendo, até ao momento, qualquer decisão judicial de anulação das eleições.





