A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou esta segunda-feira, 12 de outubro, para as profundas transformações que a inteligência artificial (IA) poderá provocar no mercado de trabalho, nos sistemas educativos e nas receitas fiscais dos países
O alerta foi feito em Banguecoque, Tailândia, durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, nas quais Cabo Verde participa através de uma delegação chefiada pela secretária de Estado das Finanças, Maria José Lopes.
Segundo Georgieva, o forte investimento em infraestruturas de inteligência artificial está a contribuir para manter o crescimento económico mundial próximo dos 3%, apesar da instabilidade energética e das tensões internacionais.
Contudo, a responsável advertiu que a rápida expansão desta tecnologia poderá afetar cerca de 40% dos empregos a nível mundial, percentagem que poderá atingir 60% nas economias avançadas. A transformação exige, por isso, novas políticas de formação profissional, adaptação dos sistemas educativos e revisão dos modelos de tributação.
Cabo Verde participa nestas reuniões, que decorrem até 18 de outubro, com uma agenda centrada no crescimento sustentável, criação de emprego, transformação digital e mobilização de financiamento internacional.
A secretária de Estado das Finanças, Maria José Lopes, tem previstos encontros com responsáveis do FMI e do Banco Mundial, incluindo debates sobre a qualificação do capital humano e o desenvolvimento de competências na era da inteligência artificial.
À margem dos trabalhos, a governante anunciou ainda a disponibilidade das duas instituições para aprofundar a cooperação com Cabo Verde, incluindo a possibilidade de um novo programa de parceria após o término do atual acordo com o FMI, previsto para dezembro.





