FMI defende que 500 milhões de vacinas em excesso devem ir para África

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A Diretora Executiva do Fundo Monetário Internacional, FMI, defendeu ontem que o volume de vacinas contra a covid-19 em excesso, estimado em 500 milhões de doses, deve ser canalizado para África “o mais rapidamente possível”

“Temos de agir rápido para realocar rápido, mas não é só os montantes dos Direitos Especiais de Saque (DES), calculamos que as doses em excesso são na ordem dos 500 milhões, e devem ser canalizadas para quem mais delas precisam, devemos garantir o livre movimento de vacinas e aumentar a produção para mil milhões em 2022 para garantir que andamos depressa”, disse Kristalina Georgieva durante a conferência de imprensa que encerrou a cimeira de Paris sobre o financiamento das economias Africanas.

Para a líder do FMI, a cimeira marcou uma nova perspetiva sobre o continente, em que a devastação trazida pela pandemia pode evoluir para uma oportunidade de construir um futuro mais ‘verde’ e mais sustentável. “Os líderes Africanos que ouvi querem uma oportunidade de um futuro melhor, com uma economia revitalizada, com mais e melhores empregos para os jovens, e um futuro em que África não fica de fora da era do crescimento económico digital, de baixo carbono e resiliente ao clima”, acrescentou Georgieva.

Na intervenção no final da reunião que juntou dezenas de líderes Africanos, a líder do FMI reforçou que “aumentar o esforço de vacinação de 20 para 40% este ano, e depois para 60% em meados de 2022 significa que teremos então uma esperança de virar a página”.