O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em alta a previsão de crescimento económico da África subsaariana para 4,5% em 2026, mas alerta para os riscos associados ao elevado endividamento, à inflação e à instabilidade internacional. Cabo Verde destaca-se entre os países lusófonos, com uma previsão de crescimento de 5%
As novas projeções, divulgadas ontem, quinta-feira, 15 de outubro, durante os encontros anuais do FMI e do Banco Mundial, em Banguecoque, representam uma revisão em alta de 0,2 pontos percentuais relativamente às estimativas de abril.
Apesar das perspetivas favoráveis, o FMI adverte que os elevados encargos com a dívida pública continuam a limitar a capacidade financeira dos países africanos. Em média, o pagamento de juros absorve cerca de 12% das receitas públicas da região.
A instituição prevê ainda uma subida da inflação, de 3,4% em 2025 para 4,3% este ano e 5% em 2027, num contexto marcado pela guerra no Médio Oriente, pelos custos energéticos e pela redução da ajuda internacional.
Entre os países africanos de língua portuguesa, Cabo Verde lidera as previsões de crescimento, com 5%, seguido da Guiné-Bissau (4,7%) e Angola (4,4%). Moçambique deverá crescer 1% e São Tomé e Príncipe apenas 0,4%.
Perante este cenário, o FMI recomenda prudência na gestão das finanças públicas, controlo da inflação, proteção das famílias vulneráveis e reforço do investimento produtivo, considerando essenciais as reformas económicas para garantir um crescimento sustentável.





