O crescimento cabo-verdiano deverá desacelerar face à expansão estimada de 6,3% em 2025, mas manter-se estável nos dois anos seguintes
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia de Cabo Verde cresça 5% em 2026 e em 2027, mantendo um ritmo robusto entre as economias lusófonas africanas, segundo as projeções do World Economic Outlook, divulgado esta terça-feira.
De acordo com o relatório, o crescimento cabo-verdiano deverá desacelerar face à expansão estimada de 6,3% em 2025, mas manter-se estável nos dois anos seguintes.
No que diz respeito à inflação, o FMI prevê uma taxa de 1,2% em 2026, aumentando para 2,8% em 2027. A taxa de desemprego deverá permanecer estável em 8,5% ao longo do período analisado.
Entre os países africanos de língua portuguesa, Angola deverá registar um crescimento de 4,4% em 2026, antes de abrandar para 3,3% em 2027. Na Guiné-Bissau, a economia deverá crescer 4,7% em 2026 e 4,9% no ano seguinte.
Moçambique deverá recuperar gradualmente da contração estimada para 2025, com um crescimento de 1% em 2026 e 2% em 2027. Já São Tomé e Príncipe deverá apresentar uma expansão mais modesta, de 0,4% em 2026 e 1,9% em 2027.
A nível mundial, o FMI prevê um crescimento económico de 3,1% em 2026, seguido de uma recuperação para 3,4% em 2027. A inflação global deverá atingir 4,7% em 2026, antes de recuar para 4,1% no ano seguinte.
A instituição considera que a atividade económica mundial continua a demonstrar resiliência, apoiada pelo impulso do sector tecnológico, pelas reservas financeiras e pela capacidade de adaptação das economias às tensões geopolíticas. Contudo, alerta para perspetivas mais difíceis nas economias importadoras de energia que não beneficiam diretamente da cadeia de valor tecnológica.





