Cortes de energia na Ilha de Santiago, especialmente na Cidade da Praia, resultaram de avarias críticas nos grupos geradores Wärtsilä 5 e 6, na Central do Palmarejo, responsáveis por cerca de 50% da capacidade instalada
A administração da EPEC esclareceu hoje que os recentes cortes de energia em Santiago, sobretudo na Cidade da Praia, resultaram de avarias na Central do Palmarejo, mas garantiu que a situação já está resolvida e o fornecimento normalizado.
Em conferência de Imprensa, o Administrador Executivo da Empresa de Produção de Electricidade (EPEC), Antão Cruz, explicou que duas avarias críticas nos grupos geradores de grande potência, Wärtsilä 5 e 6, comprometeram a capacidade de produção da Central do Palmarejo, forçando a empresa a operar com capacidade reduzida durante vários dias.
De acordo com o administrador, os dois grupos entraram em falha quase simultaneamente, devido a problemas técnicos de ordem mecânica, incluindo danos nos sistemas de refrigeração e perda de pressão em componentes essenciais, o que exigiu a paragem imediata para evitar danos maiores.
“Esses grupos representam cerca de 50% da capacidade instalada na Central do Palmarejo. A sua indisponibilidade causou um desequilíbrio no sistema e tivemos de recorrer a cortes rotativos e controlados para manter o fornecimento mínimo”, explicou.
Os cortes de energia, segundo o responsável, foram uma medida de contenção necessária para evitar um colapso total do sistema, tendo afetado diversas zonas da Ilha, com maior incidência na Capital.
A EPEC informou que, além das reparações de urgência realizados, está a reforçar a manutenção preventiva nas centrais, a apostar na aquisição de peças sobressalentes críticas e a desenvolver projetos de reforço do sistema elétrico nacional, incluindo a integração de energias renováveis e sistemas de armazenamento.
O responsável garantiu que os trabalhos estão a avançar e apelou à compreensão e colaboração dos clientes, sublinhando que a empresa está a adotar um plano técnico para garantir maior resiliência e estabilidade no fornecimento elétrico, sobretudo em períodos de pico de consumo.
A mesma fonte explicou que os cortes de energia foram a última alternativa disponível para evitar um colapso total do sistema elétrico.
Acrescentou ainda que o desligamento foi iniciado nas zonas com maior índice de ligações clandestinas, que sobrecarregam a rede e comprometem a estabilidade do fornecimento.
Destacou ainda que, embora o fornecimento já esteja a ser progressivamente restabelecido, a operação do sistema continua a ser feita com cautela, até a recuperação total da capacidade produtiva.


