Primeiro-Ministro desembarcou ontem na Boa Vista e rumou para o Ilhéu de Sal Rei, onde inaugurou o Forte Duque de Bragança
Um investimento que ascende os 4 mil contos Cabo-verdianos, sendo cofinanciado, em parte, pela Direção Nacional do Ambiente, através do programa da Bio-Tur, com o apoio do PNUD, num valor de 3.508.927$00.

A reabilitação e musealização do Forte, construído por volta de 1820, a expensas de Manuel António Martins para a defesa do ancoradouro de Sal Rei contra os ataques de piratas e corsários, pontuou Ulisses Correia e Silva está enquadrada no programa que o Governo definiu, desde 2017, em apostar numa política cultural dirigida ao restauro, requalificação e reabilitação do Património Histórico cultural e religioso de Cabo Verde.

“Somos uma Nação com mais de cinco Séculos de história e com vários marcos”, observou o Chefe do Governo.
“Este tipo de intervenção é muito importante”, vincou o PM, observando que os países que deixam degradar os seus patrimónios “são países que não valorizam a sua história e a sua identidade”.
“Nós temos sim de os valorizar, não apenas pelo valor económico que têm, mas pelo valor simbólico muito forte, enquanto Nação e o percurso da nossa história, e de transmissão de valores para as novas gerações”, ajuntou.

Na Boa Vista, o Forte Duque de Bragança, “tem um valor turístico importante. Significa mais uma atratividade, numa reserva com biodiversidade terrestre e marinha, ou seja, um casamento perfeito entre História, identidade, cultura, ambiente, preservação, e criação de valor, à volta desta iniciativa. Espero que seja feito o uso equilibrado deste património, que é muito frágil em termos de ecossistema”, desejou, esperando preservação do espaço, manter “zero plástico no Ilhéu”.



