Francisco Carvalho acusado de plágio

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Em causa supostas medidas para erradicar a Covid-19 da Capital Cabo-verdiana

O Presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, que esta semana anunciou com pompas e circunstâncias, como se de algo novo se tratasse, o “Stop Covid”, está a ser acusado de plagiar ideias de Óscar Santos e do anterior Executivo. É que o mesmo programa havia sido lançado em agosto, pelo Executivo municipal do MpD. A única “mexida” é no que se refere às máscaras. A anterior equipa as distribuía gratuitamente e o PAICV não.

Outras alterações apenas na forma de escrita, mas as ideias de Francisco Carvalho nada têm de novo, a não ser o populismo.

O programa do Autarca do PAICV tem 12 pontos, o de Óscar Santos continha apenas 5, mas nada de substancial apesar de ser maior em termos de números.

Só para se ter uma ideia, Óscar Santos propunha, em agosto de 2020, “Reduzir o risco de contaminação no nosso município através de uma ampla campanha de sensibilização, sobretudo nos bairros de maior risco de transmissão do vírus”, mas 9 meses depois, vem Francisco Carvalho propor “Reduzir o risco de contaminação no nosso Município, através de uma ampla campanha de sensibilização, em todos os bairros da capital”. Nada de novo. Apenas o plágio.

Outra ideia copiada: “Sensibilizar as pessoas para a utilização massiva de máscaras no momento em que saiam das suas residências”. A esta proposta do anterior Executivo, a equipa do PAICV propõe “Sensibilizar as pessoas para utilização massiva de máscaras no momento quando saem das suas residências”. Também nada de novo.

À proposta de “reforçar a campanha de sensibilização junto dos munícipes, sobre a gravidade da Covid-19 e as suas consequências na vida das pessoas através de cartazes informativos, porta a porta e de carros de som”, do anterior Executivo, o de Francisco Carvalho sugere “reforçar a campanha de sensibilização junto dos munícipes, sobre a gravidade da Covid-19 e as suas consequências na vida das pessoas através de publicações nas redes sociais, spot televisivo e radiofónico, entrevistas a jornais, folhetos informativos e divulgação de mensagens, via carros de som”. Alguns acréscimos mas nada que não constasse na proposta original.

O anterior Executivo propunha, em agosto, “promover, juntamente com o Governo e potenciais parceiros, uma megacampanha de limpeza da cidade, a começar pelos mercados municipais”. O PAICV cortou o Governo e manteve a proposta com a seguinte redação: “Promover, juntamente com potenciais parceiros, uma megacampanha de limpeza de pontos críticos da cidade”.

Ao contrário da anterior equipa que propunha distribuir, gratuitamente, 200 mil máscaras faciais, para se proteger da Covid-19, o PAICV nada oferece, tendo Francisco Carvalho cortado este ponto na sua cópia feita.

Basta uma visita à página da Câmara Municipal da Praia no Facebook para se confirmar que a proposta ontem avançada pelo Edil da Capital, nada tem de novo, em comparação à apresentada em agosto do ano passado.

Confira as duas publicações, da anterior e atual equipas camarárias

2 COMENTÁRIOS

  1. Chico tem de regressar ao chiqueiro, porquanto ele não tem condições para combater a Covid-19. De resto, o mandatário da Capital, ele próprio vem contribuindo ativamente na propagação e alastramento da doença no Município da Praia. Chico liberou a porcaria no Mercado da Capital e deu ordens para alastramento de ajuntamento de pessoas nos churrasquinhos di boca note na Cidade Praia. São dezenas de quiosques e assadeiras a laborar ao ar livre na Capital, sem controlo e vigilância sanitária. Chico pode deve acusado, pela PGR, de vários crimes, entre eles, crimes contra a segurança sanitária e epidemiológica no Município da Praia.

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