O primeiro-ministro fez esta segunda-feira o balanço dos primeiros 100 dias de governação, destacando as principais medidas adotadas pelo Executivo e os desafios que continuam por resolver
O primeiro-ministro Francisco Carvalho reconheceu, esta segunda-feira, que o Governo encontrou alguns problemas acumulados e decisões importantes adiadas, mas garantiu que o Executivo já começou a adotar medidas para responder aos principais desafios do país.
“Não podemos corrigir em 100 dias aquilo que se acumulou durante anos. Mas temos a obrigação de começar a corrigir agora e foi isso que fizemos”, afirmou Francisco Carvalho, durante o balanço dos primeiros 100 dias de governação.
Francisco Carvalho afirmou que algumas decisões importantes foram adiadas e que assumir essa realidade faz parte da transparência que o Governo pretende imprimir à governação. Mas rejeitou que os primeiros meses tenham servido apenas para fazer um diagnóstico.
Entre os desafios identificados, o primeiro-ministro destacou as dificuldades no acesso à água e energia, a habitação, as condições das estradas, a inclusão social e os constrangimentos ao desenvolvimento económico.
O Governo recorreu entretanto ao Orçamento Retificativo para reorganizar investimentos e direcionar recursos para áreas consideradas prioritárias. Na educação, foram destacadas a subsidiação das creches e do pré-escolar, a gratuitidade do ensino superior e o alargamento do horário escolar na Praia, Sal e Boa Vista.
Na habitação, Francisco Carvalho apontou o programa Barraca Zero e outros projetos de habitação social. Na água, destacou os projetos de dessalinização na Praia e em Calheta de São Miguel, bem como a criação de uma reserva estratégica e a aposta na reutilização do recurso.
Na agricultura, o Governo prevê 90 milhões de escudos para o Programa de Cultivo Protegido, enquanto na energia mantém a meta de atingir 70% de energias renováveis até 2031 e 100% até 2040.
Na saúde, o primeiro-ministro apontou como prioridade a garantia do acesso universal e gratuito à saúde pública, medida que deverá constar da proposta do Orçamento do Estado para 2027. Na Justiça e segurança, destacou a digitalização dos tribunais, a expansão do programa Cidade Segura e o reforço da Polícia Nacional.
Francisco Carvalho abordou ainda o aumento dos combustíveis, reconhecendo o impacto nas famílias, transportes, pescas e empresas. Segundo afirmou, o Governo está a rever os mecanismos existentes para procurar respostas mais eficazes.
Na relação com os municípios, deixou a garantia de que nenhuma câmara, município ou ilha será deixado para trás, enquanto na economia destacou medidas de apoio às empresas, atração de investimento, transformação digital e empreendedorismo.
“Os primeiros 100 dias não são uma linha de chegada, são um ponto de partida”, resumiu o primeiro-ministro, defendendo que o principal desafio será transformar as medidas anunciadas em resultados concretos para a população.





