Francisco, o Papa dos encantos

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Ontem, por ocasião da Páscoa, tive a oportunidade de acompanhar a bênção Urbi et Orbi, dada pelo Papa Francisco. Hoje, segunda-feira, recebo com surpresa a notícia da sua morte. Apesar de estar consciente da fragilidade da sua saúde, não esperava que o desfecho fosse tão iminente. A notícia apanhou-me, de surpresa, ao início da manhã.

É verdade que há muito se sabia da fragilidade e da saúde do Papa, mas a morte, na verdade, continua a ser uma surpresa.

O nosso querido Papa marcou-nos profundamente. Ele foi, para muitos, o Papa dos encantos. Encantou os católicos e os não católicos. Encantou líderes mundiais. Encantou o mundo.

Perdemos um grande Papa.

Perdemos um pastor de sorriso fácil e acolhedor, um homem humilde, mas de convicções firmes, um líder que ousou sonhar e lutar por uma Igreja pobre para os pobres, tal como São Francisco de Assis, por isso escolheu o nome deste grande Santo da Igreja: Francisco.

Este Papa dos encantos tocou consciências e corações com as suas encíclicas “Laudato Si” e “Fratelli Tutti”.

Desde o início do seu pontificado, surpreendeu-nos. Naquele já distante 13 de março de 2013, ao ser eleito Papa, pediu-nos que rezássemos por ele. Um gesto simples, mas carregado de humildade e profundidade. Que lição!

Um Papa que veio do “fim do mundo” para dar centralidade às periferias. Um Papa que levou a Igreja para mais perto dos esquecidos e dos marginalizados.

Um Papa que quis uma Igreja em saída.

O Papa dos encantos usou o poder até (quase) morrer. Ainda ontem, pela Páscoa, pedia, precisamente, o desarmamento do mundo, dizendo não ser “possível haver paz sem um verdadeiro desarmamento”.

O mundo perde um líder, um grande líder e de alma grande.

Honra, sempre, Papa Francisco, nosso querido Papa dos encantos.