Segundo a AIS, a situação humanitária na região continua preocupante, com inúmeras famílias a dependerem da ajuda externa para sobreviver
A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) lançou uma campanha de emergência destinada a apoiar cristãos e outras populações afetadas pela violência armada na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, onde milhares de famílias continuam deslocadas devido aos ataques terroristas.
A iniciativa visa reforçar a assistência humanitária às comunidades mais vulneráveis, num contexto de insegurança persistente provocado por ações atribuídas a grupos extremistas ligados ao Estado Islâmico. Segundo a AIS, a situação humanitária na região continua preocupante, com inúmeras famílias a dependerem da ajuda externa para sobreviver.
A campanha surge após novos episódios de violência, incluindo a destruição da missão católica de São Luís de Montfort, em Pemba, ocorrida no final de abril. O ataque provocou danos significativos em infraestruturas religiosas, educativas e de saúde que serviam a população local.
Em comunicado citado pela imprensa portuguesa, a diretora do secretariado nacional da AIS, Catarina Martins de Bettencourt, destacou a resiliência das comunidades afetadas, sublinhando que, apesar da destruição causada pelos ataques, a fé e a esperança continuam presentes entre a população.
Além da distribuição de alimentos às famílias deslocadas, os fundos angariados serão utilizados para apoiar projetos da Igreja Católica em Moçambique, incluindo ações de assistência espiritual, psicológica e formação de agentes pastorais.
A Fundação AIS considera que a Igreja continua a desempenhar um papel essencial no apoio às vítimas do conflito, funcionando como uma das principais redes de assistência em várias zonas atingidas pela violência.


